domingo, 26 de junho de 2011
Fatalidades e um olhar fatal
É UM DESEJO ASSIM...
DE DESPEJO
LAMPEJO
CORTEJO
UM DESEJO ASSIM...
DE MANIA
POESIA
CARNE VIVA
UM DESEJO
CARNICEIRO
VERDADEIRO
BOM DE CHEIRO
UM DESEJO...
SONHADO
ACORDADO
DELICADO
MOLHADO.
ARRANCADO
DA VIRILHA
DOS MIOLOS
DAS TRIPAS
DA FADIGA
UM DESEJO QUE MENDIGA.
UM DESEJO REBOCADO
REMENDADO
GUARDADO
PINTADO
SEM TINTA.
MALDITO,
IMPLORADO
SOZINHO
ÚNICO
MUDO
ATEMPORAL.
UM DESEJO
QUE TRAI
QUE HUMILHA
QUE DESDENHA
TEMPORAL,
UMA CARNE
VIVA
DE PELE
ESFOLADA,
DE ALMA
DESAGUADA,
POSTUMAL
DESEJO
DE VIVER
DE SOFRER
EM CADA
TEMPO
DO DESALENTO,
DO DESATENTO,
DO TEMPO
E
FINAL.
sábado, 25 de junho de 2011
È um caso de Fernando Pessoa
Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não?
Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido,
Mas tão de leve!...
Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há uma coisa
Incompreendida...
Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.
Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Pois é --Chico Buarque
Pois é!
Fica o dito e o redito
Por não dito
E é difícil dizer
Que foi bonito
É inútil cantar
O que perdi...
Taí!
Nosso mais-que-perfeito
Está desfeito
O que me parecia
Tão direito
Caiu desse jeito
Sem perdão...
Então!
Disfarçar minha dor
Eu não consigo dizer:
Somos sempre bons amigos
É muita mentira para mim...
Enfim!
Hoje na solidão
Ainda custo
A entender como o amor
Foi tão injusto
Prá quem só lhe foi
Dedicação
Pois é!
Taí!
Nosso mais-que-perfeito
Está desfeito
O que me parecia
Tão direito
Caiu desse jeito
Sem perdão...
Então!
Disfarçar minha dor
Eu não consigo dizer:
Somos sempre bons amigos
É muita mentira para mim...
Enfim!
Hoje na solidão
Ainda custo
A entender como o amor
Foi tão injusto
Prá quem só lhe foi
Dedicação
Pois é! Então!
Fica o dito e o redito
Por não dito
E é difícil dizer
Que foi bonito
É inútil cantar
O que perdi...
Taí!
Nosso mais-que-perfeito
Está desfeito
O que me parecia
Tão direito
Caiu desse jeito
Sem perdão...
Então!
Disfarçar minha dor
Eu não consigo dizer:
Somos sempre bons amigos
É muita mentira para mim...
Enfim!
Hoje na solidão
Ainda custo
A entender como o amor
Foi tão injusto
Prá quem só lhe foi
Dedicação
Pois é!
Taí!
Nosso mais-que-perfeito
Está desfeito
O que me parecia
Tão direito
Caiu desse jeito
Sem perdão...
Então!
Disfarçar minha dor
Eu não consigo dizer:
Somos sempre bons amigos
É muita mentira para mim...
Enfim!
Hoje na solidão
Ainda custo
A entender como o amor
Foi tão injusto
Prá quem só lhe foi
Dedicação
Pois é! Então!
o Vazio
Não. Eu não quero olhar para as rolhas das garrafas de vinho secas. Meu sexo ainda está úmido, e ainda sinto o gosto das amendoas saboreadas com a última garrafa.
Olho no espelho e não me vejo. Vontade de mergulhar de cabeça, mas a batida é certeira e não vai me levar desta pra outra. Os cortes vão sangrar, sangrar até que eu seque. Não quero sentir dor.
A dor dói. É redundante, eu sei, mas como diz Bonassi em "Centro Nervoso", "Onde a dor dói?".
Hoje a dor dói na porra da reunião chata que nunca termina e que te impede de me telefonar. Dói na merda da chuva que te prendeu no transito, nos infindáveis compromissos de trabalho que nunca tem dia nem hora certa pra terminar, dói no silencio que tanto gosto, mas que hoje, só hoje, ou pelo menos hoje, só por um tempo mínimo eu não queria perto de mim.
Hoje a dor dói no peito afísico, na fenda aveludada, úmida e vazia.
Onde foi que te perdi?
Olho no espelho e não me vejo. Vontade de mergulhar de cabeça, mas a batida é certeira e não vai me levar desta pra outra. Os cortes vão sangrar, sangrar até que eu seque. Não quero sentir dor.
A dor dói. É redundante, eu sei, mas como diz Bonassi em "Centro Nervoso", "Onde a dor dói?".
Hoje a dor dói na porra da reunião chata que nunca termina e que te impede de me telefonar. Dói na merda da chuva que te prendeu no transito, nos infindáveis compromissos de trabalho que nunca tem dia nem hora certa pra terminar, dói no silencio que tanto gosto, mas que hoje, só hoje, ou pelo menos hoje, só por um tempo mínimo eu não queria perto de mim.
Hoje a dor dói no peito afísico, na fenda aveludada, úmida e vazia.
Onde foi que te perdi?
Serenata Cecília Meireles
Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
Sem muitas ilusões
Triste por não acreditar em heróis.
Triste pela convicção de que tudo termina
Com a morte.
Toda convicção traz em si um pouco de morte
Por excluir um mundo de alentadoras certezas
Assim que se estabelece.
Seguir sempre em frente
É a única coisa certa.
Seguir sempre em frente
É o mesmo que matar
Várias coisas insubstituíveis
Pelo caminho
Mais o aprendizado de chorar
Cada vez menos
Por cada uma delas.
Seguir sempre em frente é deixar
Um pouco de si mesmo
Pelo caminho.
Não se pode voltar
E recolher os cacos.
Antes a irremediável tristeza
Que a potência emprestada.
Alma é um troço que se adquire aos tropeços
E nunca é completa.
Amizade e Amor
São nomes que atribuímos
Aos cacos alheios
Que por alentadores momentos nos enganam
Com a ilusão da plenitude
Mais a triste convicção de sabe-los
(Como tudo mais)
Provisórios.
Triste pela convicção de que tudo termina
Com a morte.
Toda convicção traz em si um pouco de morte
Por excluir um mundo de alentadoras certezas
Assim que se estabelece.
Seguir sempre em frente
É a única coisa certa.
Seguir sempre em frente
É o mesmo que matar
Várias coisas insubstituíveis
Pelo caminho
Mais o aprendizado de chorar
Cada vez menos
Por cada uma delas.
Seguir sempre em frente é deixar
Um pouco de si mesmo
Pelo caminho.
Não se pode voltar
E recolher os cacos.
Antes a irremediável tristeza
Que a potência emprestada.
Alma é um troço que se adquire aos tropeços
E nunca é completa.
Amizade e Amor
São nomes que atribuímos
Aos cacos alheios
Que por alentadores momentos nos enganam
Com a ilusão da plenitude
Mais a triste convicção de sabe-los
(Como tudo mais)
Provisórios.
Nossa toca
Pela relva continuamos a caminhar.
Andamos por campos verdes onde colhemos flores.
Nadamos em rios refrescantes e brincamos de jogar água um no outro.
Mas era sempre a mesma história, sua toca não podia me abrigar e minha toca não podia abrigá-la, sempre com o chegar da noite nos despedíamos com lágrimas nos olhos.
Mas um dia olhando para as estrelas ou correndo atrás das borboletas, não me lembro bem a que hora, tivemos uma luz... Por que continuar isso se podemos mudar ? E percebemos que o que acontecia nada mais era do que comodismo.
Agora estamos a cada dia construindo nossa toca, machucamos nossas patas com a terra que entra debaixo das unhas, talvez ela não esteja profunda o suficiente ainda para nos abrigar... Mas, em breve ela será nossa, só nossa e não haverá mais despedida com o chegar da noite ou a necessidade de nos comunicarmos por sinais de fumaça no meio do dia enquanto o leão não está olhando. E quando voltarmos da festa dos bichos da floresta deitaremos sem preocupação no dia de amanhã.
Andamos por campos verdes onde colhemos flores.
Nadamos em rios refrescantes e brincamos de jogar água um no outro.
Mas era sempre a mesma história, sua toca não podia me abrigar e minha toca não podia abrigá-la, sempre com o chegar da noite nos despedíamos com lágrimas nos olhos.
Mas um dia olhando para as estrelas ou correndo atrás das borboletas, não me lembro bem a que hora, tivemos uma luz... Por que continuar isso se podemos mudar ? E percebemos que o que acontecia nada mais era do que comodismo.
Agora estamos a cada dia construindo nossa toca, machucamos nossas patas com a terra que entra debaixo das unhas, talvez ela não esteja profunda o suficiente ainda para nos abrigar... Mas, em breve ela será nossa, só nossa e não haverá mais despedida com o chegar da noite ou a necessidade de nos comunicarmos por sinais de fumaça no meio do dia enquanto o leão não está olhando. E quando voltarmos da festa dos bichos da floresta deitaremos sem preocupação no dia de amanhã.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
As espigas
finco a chuva
entre tuas pernas
e espanto o estio
da pele fogem relâmpagos
da boca saltam trovões
nos olhos pairam coriscos
e um céu sertanejo
sulco a terra
neste plano horizontal
levemente oblíquo
caminho abissal
semeadura de contas
folhagem
teu verso coruscante
aflige ensandece espanta
o inverno se faz
em uma tempestade
quadrada
ao amor é dada
a calha
ah! quem sabe agora
o orvalho se move
e nos devolve as espigas
que colhemos durante a noite
entre tuas pernas
e espanto o estio
da pele fogem relâmpagos
da boca saltam trovões
nos olhos pairam coriscos
e um céu sertanejo
sulco a terra
neste plano horizontal
levemente oblíquo
caminho abissal
semeadura de contas
folhagem
teu verso coruscante
aflige ensandece espanta
o inverno se faz
em uma tempestade
quadrada
ao amor é dada
a calha
ah! quem sabe agora
o orvalho se move
e nos devolve as espigas
que colhemos durante a noite
vai lendo, volto a escrever
Faz frio nos olhos de Flor
feito quando se coloca sal na língua da noite e daí chuvisca grosso como se nada mais houvesse no mundo:
(telha rachada
boca faminta
lençóis subterrâneos
estreito de Gibraltar sem navios que cheguem ou partam cheios e vazios de tudo)
e o céu se põe sedento de qualquer secura verão calor.
e em Lúcia brota a solidão da solidão.
Peixes em aquários redondos,
celas individuais.
feito quando se coloca sal na língua da noite e daí chuvisca grosso como se nada mais houvesse no mundo:
(telha rachada
boca faminta
lençóis subterrâneos
estreito de Gibraltar sem navios que cheguem ou partam cheios e vazios de tudo)
e o céu se põe sedento de qualquer secura verão calor.
e em Lúcia brota a solidão da solidão.
Peixes em aquários redondos,
celas individuais.
Alivio
Debaixo do sol descostura pétala, músculo, anatomia.
serei, eu, bicho mudo que encrava dentes e garras na pele?
bicho sem nome e faminto feito motor de navio velho, carvão incendiando as orelhas?
Quentura, lisura, franqueza, querer-se ir-se
Pontiagudos dedos de mulher — antes cobras entrelaçadas no fio de aço das facas da cozinha.
tomates pro molho, lima da pérsia, agrião — aviltam a gramática intacta do corpo buscando sabe-se lá
que raio,
que tremor,
que urgência,
e se anima em dizer "verão solitário", "desejo", sal de suor (colhido em montanhas altíssimas)
que agora me acode em tempestades e cheiro de rosas entre as pernas.
serei, eu, bicho mudo que encrava dentes e garras na pele?
bicho sem nome e faminto feito motor de navio velho, carvão incendiando as orelhas?
Quentura, lisura, franqueza, querer-se ir-se
Pontiagudos dedos de mulher — antes cobras entrelaçadas no fio de aço das facas da cozinha.
tomates pro molho, lima da pérsia, agrião — aviltam a gramática intacta do corpo buscando sabe-se lá
que raio,
que tremor,
que urgência,
e se anima em dizer "verão solitário", "desejo", sal de suor (colhido em montanhas altíssimas)
que agora me acode em tempestades e cheiro de rosas entre as pernas.
Até que o orgasmo nos separe
O anseio surge do nada, em qualquer momento ou lugar, e umedeço como se houvesse um caudaloso rio desaguando ardente no delta entre as minhas coxas.
Quando estou em casa, não tenho pressa. Combato o bom combate de prolongar ao infinito o torpor luxuriante. Experimento o intimismo prazer de me controlar, de não permitir que as mãos cumpram o previsível ofício das carícias obvias. Sou só pele, desvario, fantasias. Imagino cenas, leio poemas, ouço Mozart, um banho morno, uma taça de vinho tinto e, já inevitável, submeto-me ao gozo.
Se estou na rua o simples ato de caminhar é suficiente para me levar ao ápice. E é como se estivesse sendo possuída por toda aquela gente que cruza de um lado para o outro com a urgência dos estúpidos.
Ocorre, às vezes, um homem, uma mulher, que percebe, que me percebe, que se aproxima, que me abraça, me dá as mãos, que caminha ao lado até que o orgasmo nos separe.
Quando estou em casa, não tenho pressa. Combato o bom combate de prolongar ao infinito o torpor luxuriante. Experimento o intimismo prazer de me controlar, de não permitir que as mãos cumpram o previsível ofício das carícias obvias. Sou só pele, desvario, fantasias. Imagino cenas, leio poemas, ouço Mozart, um banho morno, uma taça de vinho tinto e, já inevitável, submeto-me ao gozo.
Se estou na rua o simples ato de caminhar é suficiente para me levar ao ápice. E é como se estivesse sendo possuída por toda aquela gente que cruza de um lado para o outro com a urgência dos estúpidos.
Ocorre, às vezes, um homem, uma mulher, que percebe, que me percebe, que se aproxima, que me abraça, me dá as mãos, que caminha ao lado até que o orgasmo nos separe.
Coceira na garganta
Um dia desses atrás eu renasci, ou ressuscitei mais uma vez. A dor física perdura por certo tempo, talvez para me fazer lembrar que ainda pertenço ao limbo não obstante quase tenha subido (mais uma vez) ao andar de cima, se é que ele existe, se é que tenho cadeira reservada lá. A dor física me faz lembrar que faço parte da raça inferior que Deus criou como experiência mal sucedida. Ele deve ter vergonha, mas deve se divertir olhando as cagadas da sua criação, porque não acaba logo com ela... Se eu fosse ele carregaria comigo um arrependimento eterno.
Na cabeça o inchaço consequente do "curto circuito". Penso demais, durmo de menos e apesar de ter perdido neurônios nas diversas vezes que entrei em choque com a situação, creio que cada vez que passo por uma dessas Deus pensa assim: Ah, vou trazer ela pra cá porque ela é muito brain storm pra esse mundinho já tão estragado. Aí eu vou. Quando chego lá, acho que ele olha pra minha cara e pensa: Vixi... vou ter que aguentar ela aqui? Aqui não tem internet, teclado e ela vai me encher o saco porque não vai poder escrever e vai ficar falando... falando... Não tenho saco! É. Vou mandar ela de volta. Aí eu volto, cheia de dor, neurônios a menos como castigo na intenção divina de que pense menos para falar menos, escrever menos e quem sabe da próxima vez ele possa encarar minha companhia com menos receio, ou me mandar de vez pro inferno. Sei lá.
Sei que cada vez que volto, sinto a plena certeza que morri e a rejeição do Pai criador.
Sinto uma raiva imensurável e choro, porque sei que me foi dado mais tempo.
Tempo pra quê?
Pra quê?
Na cabeça o inchaço consequente do "curto circuito". Penso demais, durmo de menos e apesar de ter perdido neurônios nas diversas vezes que entrei em choque com a situação, creio que cada vez que passo por uma dessas Deus pensa assim: Ah, vou trazer ela pra cá porque ela é muito brain storm pra esse mundinho já tão estragado. Aí eu vou. Quando chego lá, acho que ele olha pra minha cara e pensa: Vixi... vou ter que aguentar ela aqui? Aqui não tem internet, teclado e ela vai me encher o saco porque não vai poder escrever e vai ficar falando... falando... Não tenho saco! É. Vou mandar ela de volta. Aí eu volto, cheia de dor, neurônios a menos como castigo na intenção divina de que pense menos para falar menos, escrever menos e quem sabe da próxima vez ele possa encarar minha companhia com menos receio, ou me mandar de vez pro inferno. Sei lá.
Sei que cada vez que volto, sinto a plena certeza que morri e a rejeição do Pai criador.
Sinto uma raiva imensurável e choro, porque sei que me foi dado mais tempo.
Tempo pra quê?
Pra quê?
terça-feira, 21 de junho de 2011
Hoje aprendi coisas essênciais na minha vida................ficarei desligada....
........mas antes deixo aqui o que penso, afinal este é meu espaço e ainda que qualquer um leia, jamais entenderá o que se passa aqui na minha montanha.
A passividade que pairava sobre mim como algo eterno, se esvai com os meus sentimentos de pureza sobre as pessoas, não quero resistir a minha reação.
Amigos que não me suportam, amores que não se importam e crianças que brincam de jogos mortais me usando o tempo todo, é a mim que eles provocam as feridas, chagas que o tempo não apaga.
Meu tempo se foi, passou! Não é esse, nunca foi , aliás, estou apenas este tempo todo brincando de ser feliz, pintando o nariz literalmente.
Estou pronta para decolar.....num mundo de loucura e solidez, nada me prende mais, estou só e quero encontrar meu descanso, seja nos braços que sempre estiveram abertos a me dar colo, seja nos braços que nunca estiveram lá, me aventurem, estou aqui pra isso!!!!
A passividade que pairava sobre mim como algo eterno, se esvai com os meus sentimentos de pureza sobre as pessoas, não quero resistir a minha reação.
Amigos que não me suportam, amores que não se importam e crianças que brincam de jogos mortais me usando o tempo todo, é a mim que eles provocam as feridas, chagas que o tempo não apaga.
Meu tempo se foi, passou! Não é esse, nunca foi , aliás, estou apenas este tempo todo brincando de ser feliz, pintando o nariz literalmente.
Estou pronta para decolar.....num mundo de loucura e solidez, nada me prende mais, estou só e quero encontrar meu descanso, seja nos braços que sempre estiveram abertos a me dar colo, seja nos braços que nunca estiveram lá, me aventurem, estou aqui pra isso!!!!
domingo, 19 de junho de 2011
O outro lado
Quem me vê assim sossegado, meio calada, distante
Não imagina que constantemente, em meu interior, travo uma batalha.
O bem nem sempre vence o mal.
Às vezes sou eu o derrotado.
Deixo que meus demônios escapem
Extravazando um outro lado.
Meio louco, irresponsável, aventureiro, insensato e até bizonho.
Violento e amoral.
Este outro "eu" me apraz.
Quando me canso de ser o bom moço, o paralelo me satisfaz.
Visitas passageiras, rápidas reviravoltas
E novamente me fecho em minha batalha silenciosa.
Se me encontrar atormentado, fique distante ou posso lhe ferir.
Se o monstro estiver no domínio, a qualquer momento posso explodir.
Por outro lado, se eu estiver calmo e você precisando de um amigo.
Não tenha medo, chegue mais perto, conte comigo.
Serei seu melhor conselheiro, companheiro admirável.
Com o "eu" do bem presente, serei bobo de tão amável.
Este sim sabe ser bom, legal, especial, maravilhoso.
Mas se eu estiver muito calado, apenas respeite
Meu tormento silencioso.
sábado, 18 de junho de 2011
O dia nascendo
Prometo a mim mesmo:
Como o café que bebo, serei quente.
Farei todo o possível e o impossível
Para ser mais decente.
Se torna mais difícil a cada dia
Esconder o que sinto.
Me fechar assim vai me tornar
Cada vez mais doente.
Sobrevivo,
Como Deus quiser e a vida permitir.
Eu me viro,
Nunca deixarei de existir.
Já comecei milhares de vezes,
É só mais um dia.
Vinte e tantos anos e ainda acreditando no amor.
Mas toda a minha vida, encontrei nada além de dor.
Pode voar.
Nunca tive chances de subir.
Comemore,
Sem você eu sei que vou cair.
Me esqueça.
Já recomecei milhares de vezes.
Este é só mais um dia.
Começo outra vez!
Este é só mais um dia.
Talvez
Talvez eu tenha que ir, como fui de tantos lugares,
como fui de tantos amores,
como fui de tantos campos de flores,
como fui de tantos abismos.
Talvez eu tenha que ficar,
mas a distância não começa agora,
Talvez eu tenha que ir, mas queria ficar,
Queria ficar no teu colo, só mais uma vez,
e que não fosse por dor,
e que não fosse de rancor,
por querer suprir o abraço que me falta,
o amor que já não tenho,
ou simplesmente a presença da solidão.
Queria ir,
mas não queria te deixar,
deixar ser indivíduo tão só,
tão sem proteção.
Talvez eu vá,
mas deixo aqui uma flor plantada,
para que regues todos os dias,
e as pinte de sua preferida cor,
perfume com seu cheiro.
E se um dia eu voltar,
lembras de quando eu fui,
e tudo o que eu queria,
era somente ficar...
Se teus caminhos forem um talvez,
regue aquela flor,
ponha num vazo simples e destemido,
eu entenderei seu amor.
terça-feira, 14 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Estranho!
Talvez a vida queira me revelar algo....mas sinceramente, chega de revelações pra mim.
Já conheço quem sou e isso é o suficiente.
Não preciso mais de significado.
Nem da parte que me cabe.
Chega dessas coisas!
Chega de aceitar e amar as pessoas como elas são, se me ferem o tempo todo.
Tudo de ruim chega á mim...e dai dizem:
"são energias"
"são carmas"
Não quero mais saber do que se trata, por fim...vai jogando ai...
Já sei o que fazer e não pretendo ficar matutando saidas, soluções, buscas....
Quando precisarem de alguém, estou aqui, talvez não mais como antes...
Já me bastam as descobertas recentes, saber até onde o ser humano guarda as mágoas, o quanto
nos desconhecemos fetos do mesmo sangue...
Já me bastam amigos que se queixam estar do meu lado, suportando tantos problemas que não são causados por mim, basta-me!
Já me cansam as confusões da minha cabeça em guerra com meu coração, Basta!!!
Vou dormir!!!!!!
Amar aos bichos
Amar algo, venerar, cuidar, tratar, e perder-lo assim, para todo o sempre. É muito dificil, é extremamente dolorido, é horrível.
Poucas pessoas sabem do meu amor por aquela gata, pouquíssimas sabiam.
Afinal, em quantos seres humanos é possível confiar?
Quantos são capazes de retribuir amor na mesma medida?
Quantos são capazes de reconhecer afeto e ternura?
Quantos são capazes de reconhecer afeto e ternura?
Nunca vão entender como eu me sinto agora...
Ficarão se perguntando o porque da minha dor, mas nunca encontrarão a resposta.
Morrerão sem entender.
Pois nunca tive amigos, nunca os quis.
Não dou valor para seres humanos porque os seres humanos podem ser altamente perigosos.
Foi só oito anos meio convivendo com ela, foi mais do que o suficiente para saber o quanto eu a amava, e eu o deixei pra trás, junto com todas as coisas... Não foi justo.
Queria poder encontrá-la tendo a mesma confiança de antes, o mesmo apego, o mesmo carinho;
Tempos bons estar rodeada de bichos, infeliz algumas vezes na convivência do lar, mas tendo tudo de sobra dos meus bebês...minha filha gata que nunca dei um nome por ser tão diferente e especial ao ponto de me deixar estática na sua presença, minha Nikita que roubaram de mim, meu Apolo que se foi, minha Mel que está bem guardada e bem cuidada, minha Naruki que ainda vai me ter e conviver da melhor forma possível......e vai ter um bom cuidador, que cuida também de minhas feridas, de meu alimento de paz.
Se eu estivesse ali...se...
Se vocês me entendessem agora...
Concentre-se
É tão dificil permanecer calada. Quando se tem ideais e ideologias e não poder se expor por conta de preconceito, ódio, doutrinas e culturas que julgam e condenam. Viver aprisionada pelos ideiais alheios, ter que calar, apenas ouvir e concordar.
Não é por medo, é por um pouco de respeito e para me reservar, me proteger de ataques. Eu quero ser o que sou, dizer o que penso. Talves só possa fazer isso na música, mas mesmo assim...
Nem adianta me dizer que vivemos numa democracia e eu tenho o direito de me expressar, não adianta querer me expressar se me apontarem um "rifle" na cabeça para que eu aceite a sua opnião como verdade absoluta.
Até aqui estou suportando permanecer calada, enfrentando toda essa situação como um verdadeiro aprendizado sobre ouvir mais e falar menos.
Poetas criam definições relativas e infinitas para a VIDA.
Creio que as vezes ela se assemelha bastante a um poço fundo com paredes cortantes.
As vezes que caímos, caímos porque não conseguimos suportar tanto segurar nas paredes do poço.
Existem momentos que as paredes machucam tanto, nos cortam tanto, que você pensa que talvez seria melhor se soltar de uma vez, se atirar ao fundo para aliviar a dor.
As vezes você só vai ter forças para se manter ali, se segurando. Lutando contra os próprios cortes, seus próprios ferimentos, sua própria dor.
Mas é necessário lutar. Ninguém vai chegar com uma corda e te puxar pra cima. Essa provação é sua. Essa guerra é sua, e quando você subir mais, vai sentir um alívio regenerador.
Mas não existe ninguém pra te puxar, e ai?
Fingir que não pode,
Não;sua mente te domina!!!! Vamos lá, concentre-se, você só precisa concentrar que nem uma dor é tão insuportável e existem forças em você. Quando fizeres isso, vais ver que não precisas de nada, apenas de seu silêncio, sua concentração!
Cansei de ser assim
Chega! Cansei de querer me definir, não quero mais saber quem eu sou, quem eu fui, quem eu serei.
Se sou boa ou má, se sou legal ou chata, se o que eu faço é certo, se eu sou competente, inteligente, boba, se eu rio assim ou assado, se eu ajudo ou não, se eu me importo ou não importo... NÃO ME IMPORTO. Não quero saber se eu não quero saber.
Quero fugir de mim, deixar de pensar só em mim, das coisas que faço, se me sinto bem ou não...quero esquecer que eu existo e começar a querer saber do mundo, das coisas ao meu redor, da vida...
Eu quero apenas VIVER sem precisar de definição para isso, quero ser nada, apenas essência, nem quero saber o que quero ser. Vou apenas SER.
Aliás o que importa isso tudo? Eu só me defini mais e mais nesse post..Só falei de mim aqui. To cansada de definições!
Chega de "EU EU EU EU", "Eu sou, eu uso, eu falo, eu faço, eu tento, eu mostro" CHEGA!
O mundo é extremamente grande para ser só eu.
Afinal, eu nem sou tão interessante assim...
Se sou boa ou má, se sou legal ou chata, se o que eu faço é certo, se eu sou competente, inteligente, boba, se eu rio assim ou assado, se eu ajudo ou não, se eu me importo ou não importo... NÃO ME IMPORTO. Não quero saber se eu não quero saber.
Quero fugir de mim, deixar de pensar só em mim, das coisas que faço, se me sinto bem ou não...quero esquecer que eu existo e começar a querer saber do mundo, das coisas ao meu redor, da vida...
Eu quero apenas VIVER sem precisar de definição para isso, quero ser nada, apenas essência, nem quero saber o que quero ser. Vou apenas SER.
Aliás o que importa isso tudo? Eu só me defini mais e mais nesse post..Só falei de mim aqui. To cansada de definições!
Chega de "EU EU EU EU", "Eu sou, eu uso, eu falo, eu faço, eu tento, eu mostro" CHEGA!
O mundo é extremamente grande para ser só eu.
Afinal, eu nem sou tão interessante assim...
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Me inclua na sua lista de tarefas. Não conte aniversários, invernos, manchas, consultas ou dias de sol. Conte comigo, apenas. Deixe eu te abraçar sem medo. Ando bem antenado: é assim mesmo que se transmite carinho, força, confiança e fé. Eu queria muito te levar pela mão atrás de alguma cura. Só me resta trocar de assunto e mostrar bons motivos sorrir.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Sonho
Tudo como um sonho. Inspiro profundamente e há um cheiro tênue daquela flor noturna intensa, que aos poucos se esvai, com o dia que nasce. Tudo torna à claridade. A névoa do amanhecer ainda anuvia a vista, anestesia as sensações oblíquas. Mas a revelação se anuncia. E, ao redor, a magia imprescindível ao enfrentamento do escuro, cai como uma folha seca. E ninguém nota. Depois do raiar do sol, é só mais uma folha na terra, depois do seu dia de estrela. E o essencial se modifica. As ilusões da noite tornam-se pequenas e desarraigadas do dia.
E, depois da magia, o que fica? A visão. Há coisas que vão, há coisas que ficam. Não importa quantas folhas caiam, desprovidas de vida.
Mas logo virá outra noite, outros sonhos e aromas. E no percurso noturno, hei de convencer a mim mesma não sobreviver sem uma única folha escolhida, verdinha e tenra, pendurada entre as outras. E haverá juras e ameaças de morte. Até que de novo amanheça. E novamente não haja lágrimas, nem ilusão, nem outra dimensão necessária além desta.
Poeta... Um ser incorrigivelmente teatral.
Os sentimentos são estações do tempo, que ele atravessa.
E se sobre elas há luz do sol, nada o abala.
Talvez eu devesse estar contente, mas não estou.
Sinto uma energia desperdiçada... um passatempo delicioso, mas que me desconcentra...
Um sentimento que não se condensa. Uma história que não se realiza. Envolta em percalços.
Estou cansada. Sentimentos frágeis. Desistindo... Mais que desejo de sonho, vontade de realizar, de estar entregue.
Luto pra dominar sentimentos que deveriam ser bons... que deveriam dominar-me. Tomar-me inteira.
Sentimentos de vida...Estou só.
Apesar de ter a quem prestar declarações, ninguém por mim. Eu por ninguém.
Passos solitários, desprotegidos. Coração enredado. Envergonhado de amar. Estou cansada.
Triste, exausta. Usada.
Por melhor que seja o momento, que é só o que tenho, queria pelo menos estar entregue.
Mas nem o momento é completo.
Cansei!
De qualquer jeito, sobrevivo.
Forçada quase.
Supersônica.
Sinto uma energia desperdiçada... um passatempo delicioso, mas que me desconcentra...
Um sentimento que não se condensa. Uma história que não se realiza. Envolta em percalços.
Estou cansada. Sentimentos frágeis. Desistindo... Mais que desejo de sonho, vontade de realizar, de estar entregue.
Luto pra dominar sentimentos que deveriam ser bons... que deveriam dominar-me. Tomar-me inteira.
Sentimentos de vida...Estou só.
Apesar de ter a quem prestar declarações, ninguém por mim. Eu por ninguém.
Passos solitários, desprotegidos. Coração enredado. Envergonhado de amar. Estou cansada.
Triste, exausta. Usada.
Por melhor que seja o momento, que é só o que tenho, queria pelo menos estar entregue.
Mas nem o momento é completo.
Cansei!
De qualquer jeito, sobrevivo.
Forçada quase.
Supersônica.
domingo, 5 de junho de 2011
Precisava escrever hoje sempre um pedaço do que eu pensava ser o melhor. Mas, escrevo e vejo apenas o de sempre, o ordinário.
Preciso dormir, porque... amanhã... amanhã é o que me espera, - não o que me torna ou me move - amanhã é tudo o que se tem depois de um dia cansado e um vago sentimento de adeus.
Quero ser cheia
Eu quero voar... Voar nas minhas palavras, nos meus versos mais elaborados.
Fugir dos pesadelos, das baratas, das pessoas falsas, dos insetos todos...
Fugir de um destino que eu não quero.
De ser uma pessoa que eu não sou.
Seja invisível!
Não quero ser. O que faço?
Quero ser cheia. Feliz!
E triste, se quiser.
Quero ser eu mesma, sem peso ou obrigação de ser diferente.
Ocupar meu espaço. Estar completa.
E, assim, d-i-v-i-d-i-r.
E poder sempre começar, começar, começar...
Ao contrário do pejorativo:
"Vai começar?"
Um estímulo,
uma força motriz:
"Sim, vou começar.
E recomeçar, recomeçar..."
Prós
Sou otimista
Sou batalhadora
Sou prestativa.
Vejo os dois lados.
Não uso as pessoas
Não gosto de "jogos"
Não sou materialista
Sou manhosa de um jeito bom.
Sou líder.
Sou dedicada.
tenho autonomia.
Sou boêmia,mas quando quero sou do dia.
Confio em Deus e no mistério da vida.
Não esqueço as pessoas.
Tenho algumas prendas para o lar.( isso me salva)
Sou saudável.
Não banalizo.
Reconheço.
Sou grata!
Sou confiável.
Sou honesta.
Sou objetiva.
Sou amante da lua e adoradora do sol e de toda a natureza que iluminam.
Sou livre de preconceitos ( seja ele qual for )
Sou livre de soberba.
Sou sonhadora do socialismo.
Sou passiva até meu limite.
Tenho saudades sempre,
de tudo,
do meu papi, do meu mestre que ainda reside em minha vida.
De tudo,
quero fugir.
Quero ser melhor.( E se quero,consigo )
sábado, 4 de junho de 2011
Contras
Sou estúpida
Sou brava
Sei ignorar
Sou egoísta
Tenho dó de mim
Sou medrosa
Sou covarde
Sou arrogante
Sou sensível
Sou fraca
Desisto
Me vingo
Sei magoar
Sou facilmente magoada
Sou magoada
Tenho medo de sonhar
Vivo sonhando
Sou chorona
Sou extremista
Sou exagerada
Sou individualista
Sou independente
Sou extremamente dependente
Sou faminta
Sou ansiosa
Sou idealista (utópica)
Sou pé no chão (muito realista)
Sou modesta (me subestimo)
Sou simples (demais)
Sou complexa
Sou perdida
Sou poeta
Sou frágil
Sou fraca, já disse
Sou vaidosa
Sou despojada (da matéria)
Sou intensa
Sou distante
Sou tímida
Sou insegura
Sou inconformada
Sou rígida
Volto atrás, quase sempre
Sou fria
Estrago tudo
Minto
Tenho baixa auto-estima
Sou frustrada
Sou carente
Sou terrível
Sou benevolente para comigo
Sou gulosa
Sou imensa
Sou fria
Sou escandalosa
Sou profunda
Sou sentimentalista
Viajo
Sou pessimista
Fujo
Tenho medo,
de tudo
Sou brava
Sei ignorar
Sou egoísta
Tenho dó de mim
Sou medrosa
Sou covarde
Sou arrogante
Sou sensível
Sou fraca
Desisto
Me vingo
Sei magoar
Sou facilmente magoada
Sou magoada
Tenho medo de sonhar
Vivo sonhando
Sou chorona
Sou extremista
Sou exagerada
Sou individualista
Sou independente
Sou extremamente dependente
Sou faminta
Sou ansiosa
Sou idealista (utópica)
Sou pé no chão (muito realista)
Sou modesta (me subestimo)
Sou simples (demais)
Sou complexa
Sou perdida
Sou poeta
Sou frágil
Sou fraca, já disse
Sou vaidosa
Sou despojada (da matéria)
Sou intensa
Sou distante
Sou tímida
Sou insegura
Sou inconformada
Sou rígida
Volto atrás, quase sempre
Sou fria
Estrago tudo
Minto
Tenho baixa auto-estima
Sou frustrada
Sou carente
Sou terrível
Sou benevolente para comigo
Sou gulosa
Sou imensa
Sou fria
Sou escandalosa
Sou profunda
Sou sentimentalista
Viajo
Sou pessimista
Fujo
Tenho medo,
de tudo
Olhos de através
O que você vê?
Vê somente o que vê ou vê além? Ou vê adiante, através?
É capaz de ver os porquês, o que há por trás? De conhecer alguém? De interpretar? Os silêncios, os traços do semblante? Os suspiros, as passadas, o ar expirado de maneira diferente?
O que você vê?
Eu procuro ver adiante. Mas isso é porque eu tenho a alma de poeta e a mente de um pretenso intelectual, que nem chego a ser. Que nem chego a ser metade.
Estou triste hoje.
A maioria das vezes que escrevo, estou triste.
Os artistas são melhores sendo tristes. Não sou artista, mas pretendo ser.
Um dia, quem sabe, talvez.
Quem só vê o que vê, não conhece. Não percebe. Não atravessa.
Sempre raso...
Cativante talvez, mas raso... sempre raso...
Só queria ficar aqui dentro.
Rever tudo. Com meus olhos de através.
Já que não posso nascer de novo. Rever tudo o que me sobra: meus amores, meus sentimentos, minhas previsões, meus pressentimentos, minhas lembranças, meus raros momentos de adequação.
Minha ilusão de ser diferente.
Meus olhos de além.
Só pra pensar que valho mais que nada.
Num outro plano, talvez.
Olhos de através.
Só, mas nunca rasa.
Vê somente o que vê ou vê além? Ou vê adiante, através?
É capaz de ver os porquês, o que há por trás? De conhecer alguém? De interpretar? Os silêncios, os traços do semblante? Os suspiros, as passadas, o ar expirado de maneira diferente?
O que você vê?
Eu procuro ver adiante. Mas isso é porque eu tenho a alma de poeta e a mente de um pretenso intelectual, que nem chego a ser. Que nem chego a ser metade.
Estou triste hoje.
A maioria das vezes que escrevo, estou triste.
Os artistas são melhores sendo tristes. Não sou artista, mas pretendo ser.
Um dia, quem sabe, talvez.
Quem só vê o que vê, não conhece. Não percebe. Não atravessa.
Sempre raso...
Cativante talvez, mas raso... sempre raso...
Só queria ficar aqui dentro.
Rever tudo. Com meus olhos de através.
Já que não posso nascer de novo. Rever tudo o que me sobra: meus amores, meus sentimentos, minhas previsões, meus pressentimentos, minhas lembranças, meus raros momentos de adequação.
Minha ilusão de ser diferente.
Meus olhos de além.
Só pra pensar que valho mais que nada.
Num outro plano, talvez.
Olhos de através.
Só, mas nunca rasa.
Assinar:
Postagens (Atom)









