È disso que preciso: de maldade, de ignorância, de insensibilidade, de crueldades, de manipulação, de isolamento, de coisas sórdidas, de falta de consideração, falta de respeito, de falta de carinho, de friezas, de falta de cuidado, de abandono, é de tudo isso que preciso para estar no fundo do poço onde querem me ver, mas saibam que é de lá que vejo vocês e faço uma análise de tudo, até da forma como todas as vezes eu sai dele. È contra tudo isso que minha vida deu o jeito de mudar meu caminho. È contra tudo isso, que ela me trouxe pra esse tempo moderno e me disse: Vive!! Enfrenta! Supera ! Refaz ! A favor de todo o bem que eu desejo a mim mesma que valorizo todos os dias de sol, todos os frios da chuva, todas as solidões, todas as tentações, todas as belezas e a minha calma em saber que estou dando os passos certos e todos guiados por Deus, que levou de mim algumas pessoas essenciais, lembranças terríveis, e ainda assim me trouxe de volta a vida, porque no fundo do meu peito, ele reside e faz de mim forte-fraco-só-instrospectiva,fria,objetiva e insensível para tomar o jeito certo de viver todo o meu amor e declará-lo apenas a quem merecer.
Podem dizer o que quiser, sou depressiva e me admito fraca por vezes para lutar contra essa doença que afeta o mundo. O mundo de gente, que por não se aceitar assim, por muitas vezes deixa a oportunidade de se reerguer passar. Eu sou mulher, sou independente desde os meus 21 anos, sou solitária, sou consequente e sou sim a minha própria montanha e é de lá que acenarei á vocês que me julgam qualquer coisa, que deixaram seu tempo perder-se no vento, que estarão lá sem alguma evolução. Eu sobrevivo ao frio, a fome, a seca e sobrevivo a tudo isso com amor.
E se alguém não entender esse meu post, procure saber, tá fácil, mas perguntem aos outros porque ando ocupada vivendo o meu amor e refazendo a minha vida.
Obrigada meu Deus por estares comigo!
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Salve-se quem puder!
Quanto mais nos aproximamos de Deus, mas ele nos ajuda a se afastar das ilusões. Graças a Deus, e apesar das dificuldades, estou conseguindo viver minha vida longe de tantas ilusões vividas, longe de vontades que não faziam parte da minha alma, longe de pessoas que não me agregavam nada, longe de amores que nunca existiram, longe de vaidades tolas e longe de tanta hipocrisia.
Por isso que precisamos priorizar a Deus e a nós mesmos. Dar ao outro tudo que ele merece, mas não ser besta com pessoas que não te valorizam e que te usam como objeto e não como ser humano. A lei do retorno existe para todos. A maior justiça é a divina. Espere e confie em Deus que dias melhores sempre virão. Mas assuma o direcionamento da sua vida para o bem, para o amor, para a caridade, pois é você quem tem o dever de querer mudar de vida. É você quem precisa gerar a sua própria mudança na Terra, se quiser um dia ser feliz. Não se acovarde, não se humilhe, não se corrompa com pessoas que não estão dispostas a te tratar com prioridade, com amor, com respeito, com valor.
Busquem pessoas que te valorizem... Essa frase traduz o que o ser humano de Deus procura encontrar. Hoje vivemos em um mundo com grandes diferenças sociais, econômicas, culturais, porém, nos encontramos carentes de valores. Somos projetados diariamente para viver o modismo cultural que a mídia nos impõe. O mundo perdeu as princesas, as rainhas, as mulheres apaixonadas, que lutam para viver um amor verdadeiro para as cachorras, as popozudas, as gostosas, as do bagaço e por aí vai...
Apesar de saber que algumas pessoas não gostam quando falo de Deus, pois acham que isso se remete a pregações, idolatrias, etc... Inclusive já teve até gente pedindo para eu não enviar meus posts por e-mail por tais questões, isso não me abate. Afirmo que o seu valor quem constrói é você, porque sei que se você se entregar neste mundo de cachorras será desta forma que te tratarão.
Existem 2 tipos de mulheres e de homens: aqueles que estão vivendo o mundo e aqueles que vivem no mundo, mas vivem acima de tudo Deus em suas vidas. Existem aqueles que preferem deixar de viver um amor para viver a vida do mundo, cercado de uma beleza cega, de mulheres e homens superficiais, de trocas sexuais a todo vapor, com direito a trilha sonora “aí se eu te pego”, querendo a todo custo provar para sociedade o seu status adquirido, querendo a todo custo mostrar como homem ou mulher que terão aquela ou aquele que desejam, usando o dinheiro, muitas vezes suado, para jogar no lixo com drogas e bebidas, prejudicando não somente a sociedade como a si próprio, usando o corpo como arma para prender as pessoas em si, e por aí vai... Ufa! Será que essas pessoas acham que isso é se valorizar ou que estão valorizando o próximo?
Por outro lado, podemos ver uma legião de pessoas tentando andar na contramão desta onda do “aí se eu te pego”, buscando equilibrar sua vida longe de tanta falta de valorização humana, de tanta falta de amor e respeito. São pessoas que param no tempo para refletir o que realmente querem para ser feliz em um mundo tão medíocre, mas que não se abalam com tal mediocridade por saber que existe uma superioridade que pode direcioná-lo para um caminho humano, um caminho justo.
E como disse Renato Russo: “O amor verdadeiro nunca vai te fazer sofrer, pois quem ama cuida, não magoa e não decepciona”. Gente chega um ponto que é preciso limpar os olhos das ilusões que a vida te coloca. De nada adianta duas pessoas que vivem sintonias diferentes quererem viver juntas. Como você vai conseguir viver uma vida de Deus com uma pessoa que não conseguiu se separar da vida do mundo, das más companhias, das farras, do materialismo, das vaidades tolas? Como você vai conseguir se sentir amado/amada com uma pessoa que não valoriza nem a ela própria? Como você vai se sentir valorizada(o) com alguém que te coloca em segundo, terceiro, quarto, quinto lugar em sua vida? Como você vai conseguir ser feliz com alguém que coloca as amizades fúteis, a bebida, as drogas, as farras, os jogos, o dinheiro em primeiro lugar?
Deus fez o homem e a mulher para se amarem. Mas infelizmente, os valores estão completamente invertidos. As pessoas têm medo de amar, tem medo de perder sua liberdade, tem medo de assumir um relacionamento sério e assim honrar a pessoa que entrou na sua vida, mas certamente essas pessoas não têm medo de jogar dinheiro fora nas noites de “ai se eu te pego”, não tem medo de contrair doenças, não tem medo de se tornarem homens e mulheres fracassados no futuro, de se tornarem pessoas infelizes ou vazias por não ter conseguido construir uma família unida, filhos maravilhosos. É isso! As pessoas passam anos de suas vidas trocando de relações como se trocassem de roupa e querendo a todo custo se tornarem mais ricas e poderosas sem se preocuparem com aquilo que de mais importantes deveriam ter e dar: VALOR.
E estas pessoas só irão conseguir encontrar valor quando elas passarem a se valorizar em primeiro lugar e depois valorizar e amar a pessoa que foi colocada na sua vida por Deus para viverem em união. As pessoas só irão encontrar riquezas do alto quando elas deixarem de serem mesquinhas achando que gastar dinheiro com futilidades e companhias inúteis é mais importante, e passarem a enxergar que o maior patrimônio que podem adquirir é a construção de sua família, seus filhos, com muito amor, cuidado, respeito, valores.
Então, não perca tempo com alguém que não te valorizou. Siga sua vida adiante, cabeça erguida, por maior que seja a dor que sintas por alguém que amas. Como diz Padre Fábio de Melo, “viva o seu luto até a última gota”. Chore, sofra, mas não se entregue diante daqueles que não te coloca como uma pessoa importante na vida dela. Não se humilhe para quem não preenche teu coração de amor e não te valoriza. Não se desvirtue dando trocos na mesma moeda. Enxugue as lágrimas e siga o seu caminho reto e honesto, pois há sua hora chegará. E a vida foi feita para os justos e humildes de coração. Não pensem que o reconhecimento do justo está apenas na Terra, pois este seguirá em um caminho de progresso espiritual constante e que só trará a ele luzes brilhantes de paz para irradiar seu espírito. Chamamos isto de Purificação da Alma e é disso que temos sede.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Isso tem me feito muito bem. Yoga.
Nos damos conta das nossas limitações apenas quando estamos prontos para realmente enfrentá-las. Enfrentar (estar em frente a) é apenas estar lá, presente, integrando e harmonizando tudo aquilo que emergir. Depois de algum tempo é possível perceber que não existe limitações, e que elas eram apenas ilusões criadas pela nossa própria mente. Sempre há um novo caminho e esse caminho pode ser o AMOR. Depende apenas de você fazer esta escolha.
Paz e muito amor meu :)
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
è até que tenho me feito muito bem:
Terapia do mês bem frequentada.
Alguma pessoa por perto.
Um bom motivo pra viver.
Bom humor e paciência.
Amizades verdadeiras.
Dinheiro.
Família com saúde.
Deus nos meus planos de todos os dias.
Fazendo exames e cuidando de pequenos detalhes.
Curiosidade demais.
Pensamentos sobre o futuro.
Evitando o desgaste.
Colo de amigo: 100 % carregado.
Amizades novas.
Refazendo amizades antigas.
Trabalho.
Positividade.
Carro em processo de ficar tudo perfeito e legalizado.
Vida se ajeitando.
Kgs ganhando e me fortalecendo!
Graças á Deus!
Terapia do mês bem frequentada.
Alguma pessoa por perto.
Um bom motivo pra viver.
Bom humor e paciência.
Amizades verdadeiras.
Dinheiro.
Família com saúde.
Deus nos meus planos de todos os dias.
Fazendo exames e cuidando de pequenos detalhes.
Curiosidade demais.
Pensamentos sobre o futuro.
Evitando o desgaste.
Colo de amigo: 100 % carregado.
Amizades novas.
Refazendo amizades antigas.
Trabalho.
Positividade.
Carro em processo de ficar tudo perfeito e legalizado.
Vida se ajeitando.
Kgs ganhando e me fortalecendo!
Graças á Deus!
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Tenho um gosto estragado
minhas roupas são estranhas
as coisas cotidianas mais patéticas me fazem feliz
sou cafona, com orgulho.
Tenho! Um mundo de sensações
Um mundo de vibrações
Que posso te oferecer
Tenho! Ternura para brindar-te
Carícias para entregar-te
Meu corpo prá te aquecer.
e tem mais...
O MEU SANGUE FERVE POR VOCÊ.
obrigada.
por nós eu te agradeço pelo carinho, pelo cuidado e pela boa intenção.
Falando agora de mim:
Nunca pensei que ia chegar as conclusões que nesse momento já cheguei.
Sempre fui alertada, porém insisti na crença.
Não pensei que Crueldade seria uma palavra usada por mim.
Aqui ao lado penso...
Que gente cruel!
Que povo sórdido...
Confesso que só observar já me era muito complicado, porém agora percebo e sinto na pele
essa maldade toda, que agora sobre mim recai...
Queria por alguns minutos somente ser má, ser cruel, ser manipuladora.
Mas ainda que queira ; não sou.
Sou apenas uma mulher poeta que nem fumar fuma, mas queria...
Viver é como disse Clarice:
"Muito perigoso"!
As vezes tenho medo.
Outras raiva tenho.
Enquanto tenho algo ainda é bom...
mas sei que me encaminho para o pior do sentimentos:
A INDIFERENÇA,
e quando ela chegar ai, com licença
mas o caldo ferveu e
tudo fudeu!
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
TABACARIA-Álvaro de Campos, 15-1-1928
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Sem limitações
Sou uma mulher livre- e preciso de minha liberdade. Preciso estar sozinha. Preciso meditar na minha vergonha e no meu desespero em retiro; preciso da luz do sol e das pedras do calçamento das ruas sem companheirismos, sem conversação, frente a frente comigo, penas com a música do meu coração como companhia. Que querem vocês de mim? Que direito têm vocês de atrapalhar a minha vida? Sondar minha alma, sugar meus pensamentos, ter-me como assunto. Para quem me tomam?
Quando tenho algo a dizer, ponho em letra de forma. Quando tenho algo a dar, dou-o. Sua curiosidade indiscreta faz virar meu estômago ! Não devo á ninguém. Seria responsável somente perante á Deus.
Tornei meu mundo mais suportável á sua própria vista. Se em algum momento de fraqueza, relaxamento, necessidade, solto vapor- um pouco de raiva aquecida ao rubro e resfriada em palavras-, um sonho apaixonado embrulhado e amarrado em imagens, - bem, aceitem- no ou recusem-no....mas não me aborreçam!!!
Alguma coisa a mais era necessária para fazer-me ficar bem comigo mesma e esquecer dessas pessoas corrompidas, que já são desnecessárias. Uma tarde inteira de conversas e uma gentileza que , por mais hipócrita ou verdadeira que seja, recebi de coração e agradeci, me deixou bem mais segura, não por no final dar um beijo merecido ao outro, mas por deixar-me envolver em um momento só meu, só dele...pois cada um sabe o que cabe de nós entre nós, como unidade. Cabe a cada um guardar ou deixar passar sem intervir ou misturar nossas vidas. Cada um amanhã ou daqui há 5 minutos é livre para encontrar um novo gosto em outros lábios. Cada um guardará apenas ou repetirá a dose, e somos livres para recompor a forma, o gosto e fazer de nossa liberdade mais
querer ou mais amizade.
Enquanto isso, todos querem nos ver para crer, todos insistem em falar comigo de assuntos que não me cabem mais. Infernizam, e infernizam outros em falar comigo com perguntas sobre o que estou fazendo. Como estou eu? Estou de novo perfeitamente bem? Ainda dou meus passeios ? Estou trabalhando ? Onde fica minha clinica ? Quem são meus médicos ? Santo Deus ! Em que me transformei ?
" A vida " consiste naquilo que pensamos o dia inteiro e sinceramente, não estou pensando no meu ex namorado....chega disso ! Página hiper virada gente....estou cuidando da minha vida financeira, da minha saúde, do meu futuro, da minha responsabilidade, do meu bem- estar, do meu bem, da minha vida intelectual,da minha vida amorosa e por que não sexual ?
Dai falta-me ouvir:
"oh, então você não morreu, hen? Pensei que tivesse morrido"
Realmente, pensando bem, a morte não dá pra fingir, talvez eles me queriam morta, desculpas ...to bem viva....
Não me disseram ainda sobre o que é o novo drama, porém posso sentí-lo. Estão tentando livra-se de mim.
Não infelizes baratas, vocês não estão me incomodando. Vocês estão me alimentando. Vejo- os sentados ai bem juntos e sei que há um abismo entre vocês. Sua proximidade é a proximidade de planetas. Sou o vazio entre vocês. Se eu me retirar, não haverá vazio onde vocês possam nadar em suas ilusões.
Não é o acaso que traz gente como nós. Desculpa meu ex corpo ou seja lá o que tenha sido, não sou como você, portanto tai a vida mostrando o quanto não estamos próximos, e não foi quem formatei, ou você, foi a vida, portanto, deixe-me !
A sua mente meu caro, é um anfiteatro : tem atuação proteica, vai fluindo através de seus papéis: palhaço, prestidigitador, contorcionista, padre, devasso, saltimbanco. Seu anfiteatro é excessivamente pequeno. Ele lhe põe dinamite no interior. A platéia está entorpecida. Você os machuca quando se machuca, e refaz o drama, quando deveria já estar refazendo sua própria vida.
Encontre uma nova vulva para distrair seus personagens. E se acalme ! Qualquer queda fará a dinamite instalada em você e por você espalhar como as grandes pragas, pedaços de sua parte gerando de um, cem seres semelhantes á você, que mais parecerão besouros de esterco; que se mostram volúveis até a sufocação do seu próprio existir.
Fiz hoje um pacto silencioso, de não alterar uma linha do que escrevo todos os dias para a minha vida. Não estou interessado em aperfeiçoar ela por inteiro agora, por isso basta-me um beijo, uma verdade, de vez em quando. Eu já tenho amor e é mais por mim agora do que nunca, me servem pequenas ilusões, boas de se ouvir para climatizar o tempo de se viver.
Não tenho do que me queixar. È como estar atendendo num asilo de lunáticos com permissão de masturbar-me pelo resto da vida. Deve haver outro mundo além deste pântano para alguns deles, porque o que vejo é um barômetro que nunca muda, como se uma bandeira estivesse sempre a meio pau.
Esses fatos, exercem efeitos terapêuticos maravilhoso, estão cada vez mais deixando ficar na minha vida apenas pessoas que refletem sobre a paz, de verdade, uma energia boa de viver, de deixar fluir sobre o tudo. Quero chegar ao estado de perfeita imunidade, uma existência encantada, uma vida de absoluta segurança no meio de bacilos venenosos. Nada me tocando, nem terremotos, nem explosões nem distúrbios, nem fome, nem colisões, nem guerras...apenas a revolução.
Ouvi uma coisa muito boa dos lábios que provei...." Sentado em teu pequeno ninho, vais ver: todos os venenos que o mundo solta diariamente passarão por tuas mãos e verás que nem sequer a unha de um dedo ficará manchada. È a tua vida de fortaleza, que me faz querer-te bem e ter do meu lado sempre, da forma que for melhor para nós dois, pois eu sei exatamente o que é passar por este processo e agradeço todos os dias ao meu Deus, por tudo o que tenho recebido por chegar aqui, como sei que tens chegado onde estás, sem pisar ou machucar outro alguém "
Antes de concluir, gostaria de dizer: Não bastam cortes e ajustamento impecáveis ; a prova o bom trabalho do alfaiate se vê no vestir.
Eu verei , todos terão a oportunidade de reconhecer tudo de todos e saber dar sua própria nota ...e não pelo modismo ou conforto, ou apenas pela superficial estética, mas pela durabilidade da peça e o acabamento impecável.
è nisso que acredito,
vamos consagrar os símbolos de Deus , que sempre leva ao nosso caminho o reconhecimento de amor e paz sempre....as vezes apenas estamos com areia nos olhos quando passamos pela indicação, mas é só lavar a alma, e refazer o caminho até encontrar o certo, que pode não ser perfeito, mas te dará a glória.
O equilibrio, o ponto de equilíbrio para reconhecer a paz.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
da vida
eu quero apreciar.......
apreciar com gosto, de viver, de deliciar-me no rosto, no poço, na casa, na chuva, na cama e no vento.........
Do tempo...quero ganhar....
maturidade, sabedoria e muito amor.
apreciar com gosto, de viver, de deliciar-me no rosto, no poço, na casa, na chuva, na cama e no vento.........
Do tempo...quero ganhar....
maturidade, sabedoria e muito amor.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
ah tá tudo bem
Senti uma dor de rasgar o tempo, uma dor de cabeça de matar minhas horas, meus planos, meus versos e me tomou nos braços um homem forte, que fazia parte da minha vida há tempos.
Alguém pra cuidar de mim, libertar-me.
Me ofereceu gentilezas e a vontade de cuidar-me, saudade do meu corpo interessante, que se perde em carne dissolvida em princípios debilitados de uma vida seguida de insanidades.
Não faço parte da tribo de ninguém, faço parte da minha tribo>: careta, á parte e bem resolvida.
Começo a ter danos d memórias absolutas, não sei mais distinguir um sonho de uma realidade, eis que o tempo dissolve meus sentimentos mais puros, há uma substituição das delicadezas envolvidas por coisas duras e fartas.
Ao amor .....que tenho tanto apreço, peço sempre que ele chegue, porque ele está em mim.
E do mais puro, dos maiores.
Eu amo demais e sonho com expectativa de como pode ser seu rosto.
Que seja bonito, delicado assim como o que sinto.
Não dissolvo em mim.
Preciso de um tempo para rever as mazelas e os danos, chega pra mim desse mundo tortuoso, onde as pessoas se escondem através de fortalezas mal ditas e drogas que os transformam em pessoas bem- estabelecidas, gentis, e comunicativas e muitos na verdade, nem percebem o mal- estar que virá ao se olharem francamente no espelho e perceba o lixo que se auto- destrói a cada dia.
Vi situações, pessoas e coisas, senti-me tão frágil por não poder fazer exatamente nada por eles, porque no momento faço apenas por mim e pelo outro que carrega em si um risco que eu causei pra nós dois. Imbecil!!! È assim que me chamo, como fui capaz de ser idiota ao extremo e ter entregue ao mundo a parte inteira que me seduz em mim mesma ?
Olhei meus remédios, pensei por quantas vezes olhei para eles querendo misturar todos e acabar com tudo que eu sentia , mas é tão diferente pensar no outro antes de mim.
Já resolvi uma parte, preciso resolver outras, tem um sufoco em mim, que preciso colocar pra fora, mas preciso de alguém que eu queira me ver assim....não sei em quem pensar ainda.
Não quero retroceder, nunca mais...mesmo virando o tempo todo meu mundo de cabeça pra baixo, sentir o ardor das palavras esmagadoras que passam sobre mim nesse tempo, de que eu precisava extremamente de pessoas com quem me sentisse segura do lado, e o que eu tenho ?
Por muitos e de muitos, mas não todos... uma infiel amizade que desdenha dos meus problemas, que me esmaga pra pessoas que nem sequer nunca vi.
Quantas vezes precisaram de mim e eu estive lá? Quantas vezes eu deva ter sido gentil? Habilidosa ? Carinhosa ? Cuidadosa ? Amiga ? Discreta ? Quantas vezes fui o racional quando eles não poderiam ser? Quantas vezes eu deva ter sido o ombro ? Quantas vezes eu deva ter sido a mão do fundo do poço para puxá-los ? Quantas vezes senhor ?
E o que sou agora pra eles? Uma doente, que não serve pra nada, que merece o rancor, as palavras mal ditas, a incrédula, a formiga sem pedaços? um corpo sem alma ? Ou até mesmo um doido que perturba, o que isso meu Deus?
O que querem ? O que pretendem ? Me afundar ? Me jogar no mesmo poço que me deixaram ?
Que maldita é essa devolução que tenho deles, e como posso chamá-los de pessoas queridas desse jeito?
Não posso mais seguir com eles, por eles...não quero!!
Tem uma boa fase em mim, boas pessoas ao meu lado e muitas coisas boas acontecendo, cada dia melhor e crescendo que vem, virá e será...como sempre eu mesma fui...
Mas não me peçam desculpas, costumo muito fazer isso, mas não quero essa devolução, pois o tempo dos perdões já foi...era...se foi !!!
Alguém pra cuidar de mim, libertar-me.
Me ofereceu gentilezas e a vontade de cuidar-me, saudade do meu corpo interessante, que se perde em carne dissolvida em princípios debilitados de uma vida seguida de insanidades.
Não faço parte da tribo de ninguém, faço parte da minha tribo>: careta, á parte e bem resolvida.
Começo a ter danos d memórias absolutas, não sei mais distinguir um sonho de uma realidade, eis que o tempo dissolve meus sentimentos mais puros, há uma substituição das delicadezas envolvidas por coisas duras e fartas.
Ao amor .....que tenho tanto apreço, peço sempre que ele chegue, porque ele está em mim.
E do mais puro, dos maiores.
Eu amo demais e sonho com expectativa de como pode ser seu rosto.
Que seja bonito, delicado assim como o que sinto.
Não dissolvo em mim.
Preciso de um tempo para rever as mazelas e os danos, chega pra mim desse mundo tortuoso, onde as pessoas se escondem através de fortalezas mal ditas e drogas que os transformam em pessoas bem- estabelecidas, gentis, e comunicativas e muitos na verdade, nem percebem o mal- estar que virá ao se olharem francamente no espelho e perceba o lixo que se auto- destrói a cada dia.
Vi situações, pessoas e coisas, senti-me tão frágil por não poder fazer exatamente nada por eles, porque no momento faço apenas por mim e pelo outro que carrega em si um risco que eu causei pra nós dois. Imbecil!!! È assim que me chamo, como fui capaz de ser idiota ao extremo e ter entregue ao mundo a parte inteira que me seduz em mim mesma ?
Olhei meus remédios, pensei por quantas vezes olhei para eles querendo misturar todos e acabar com tudo que eu sentia , mas é tão diferente pensar no outro antes de mim.
Já resolvi uma parte, preciso resolver outras, tem um sufoco em mim, que preciso colocar pra fora, mas preciso de alguém que eu queira me ver assim....não sei em quem pensar ainda.
Não quero retroceder, nunca mais...mesmo virando o tempo todo meu mundo de cabeça pra baixo, sentir o ardor das palavras esmagadoras que passam sobre mim nesse tempo, de que eu precisava extremamente de pessoas com quem me sentisse segura do lado, e o que eu tenho ?
Por muitos e de muitos, mas não todos... uma infiel amizade que desdenha dos meus problemas, que me esmaga pra pessoas que nem sequer nunca vi.
Quantas vezes precisaram de mim e eu estive lá? Quantas vezes eu deva ter sido gentil? Habilidosa ? Carinhosa ? Cuidadosa ? Amiga ? Discreta ? Quantas vezes fui o racional quando eles não poderiam ser? Quantas vezes eu deva ter sido o ombro ? Quantas vezes eu deva ter sido a mão do fundo do poço para puxá-los ? Quantas vezes senhor ?
E o que sou agora pra eles? Uma doente, que não serve pra nada, que merece o rancor, as palavras mal ditas, a incrédula, a formiga sem pedaços? um corpo sem alma ? Ou até mesmo um doido que perturba, o que isso meu Deus?
O que querem ? O que pretendem ? Me afundar ? Me jogar no mesmo poço que me deixaram ?
Que maldita é essa devolução que tenho deles, e como posso chamá-los de pessoas queridas desse jeito?
Não posso mais seguir com eles, por eles...não quero!!
Tem uma boa fase em mim, boas pessoas ao meu lado e muitas coisas boas acontecendo, cada dia melhor e crescendo que vem, virá e será...como sempre eu mesma fui...
Mas não me peçam desculpas, costumo muito fazer isso, mas não quero essa devolução, pois o tempo dos perdões já foi...era...se foi !!!
È aqui só minha carne e minha alma, em outro lugar todo o histórico da outra parte de mim
É, morena, tá tudo bem
Sereno é quem tem
A paz de estar em par com Deus
Pode rir agora
Que o fio da maldade se enrola
Pra nós, todo o amor do mundo
Pra eles, o outro lado
Eu digo mal me quer
Ninguém escapa o peso de viver assim
Ser assim, eu não
Prefiro assim com você
Juntinho, sem caber de imaginar
Até o fim raiar
"parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro
Seguro
De que vale ser aqui
De que vale ser aqui
Onde a vida é de sonhar
Liberdade"
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Primeira vez
Decidir criar um diário virtual pra ti, és tão engraçadinho, rsrs
Foi a primeira consulta contigo ao meu lado, foi pra mim como a primeira vez......tudo vai dar certo...é só você ser fortinho como sempre!
TE amo!
Foi a primeira consulta contigo ao meu lado, foi pra mim como a primeira vez......tudo vai dar certo...é só você ser fortinho como sempre!
TE amo!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Aih teu amor
Teu amor me sufoca, me dá sono, me dá medo.
E tanta vontade que me assusta...
é tão pequenino de tanta força...cruel destino de nós dois meu amor, abandonados um ao outro pelo o acaso da vida.
Eu me sinto tão correspondida por ti, e nossa distância é muito pequenina.
Eis que o amor distante que já esteve próximo, bem pertinho de nós dois, me alegra as manhãs pelo
bom dia e me desacerta o tempo pelos atrasos.
Quero só que entendas, que o que ficou lá atrás, não pode te interssar, ele faz parte dos meus pesadelos, daqueles que tenho terror, daqueles que te assustam.
Dormiremos em paz um dia....e cheios de amor meu caracol.
E tanta vontade que me assusta...
é tão pequenino de tanta força...cruel destino de nós dois meu amor, abandonados um ao outro pelo o acaso da vida.
Eu me sinto tão correspondida por ti, e nossa distância é muito pequenina.
Eis que o amor distante que já esteve próximo, bem pertinho de nós dois, me alegra as manhãs pelo
bom dia e me desacerta o tempo pelos atrasos.
Quero só que entendas, que o que ficou lá atrás, não pode te interssar, ele faz parte dos meus pesadelos, daqueles que tenho terror, daqueles que te assustam.
Dormiremos em paz um dia....e cheios de amor meu caracol.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Eis um fato
Hoje descobri que de tão fria e racional que tenho sido, algumas pessoas que por vezes não me eram interessantes, mas que estavam de bobeira me querendo, me encontraram, me cuidaram, tentaram me dar algo sincero e eu acabei deixando ir, realmente hoje, acho que só por hoje, posso dizer que percebi que o problema foi meu, talvez o momento extremamente egocêntrico porque alguém já me completa.
Percebi que não preciso de nada e nem de ninguém, isso me assusta, uma hora ou outra vou querer alguém do meu lado, vou precisar na verdade!
Mas deixo irem, porque podem voltar...porque tudo foi válido, apesar de não demonstrar e deixar bem exposto a minha real firmeza sobre a vida.
Realmente minhas escolhas mudaram...tem que ser alguém diferente, eu sei onde deixei essa pessoa, só é dificil resgatar.....porque ele , seja com quem estiver, pensa em mim e ainda me dá sinais bem importantes em momentos bons .
Percebi que não preciso de nada e nem de ninguém, isso me assusta, uma hora ou outra vou querer alguém do meu lado, vou precisar na verdade!
Mas deixo irem, porque podem voltar...porque tudo foi válido, apesar de não demonstrar e deixar bem exposto a minha real firmeza sobre a vida.
Realmente minhas escolhas mudaram...tem que ser alguém diferente, eu sei onde deixei essa pessoa, só é dificil resgatar.....porque ele , seja com quem estiver, pensa em mim e ainda me dá sinais bem importantes em momentos bons .
Domingo
... hoje teve tempo pra tudo...até pra ver o lado bom da vida.........................................esse menino me encantou!
sábado, 28 de janeiro de 2012
Só pra deixar marcado
Só pra deixar marcado que fui no baby chá da filha de Gabi e tive muito mais que essas lembranças gostosas, um presente maior:
Saber que foi eu a primeira pessoa que soube que ela estava grávida.
Foi uma mistura doida de sensações boas, só quis abraçá-la e dizer o quanto ela é importante pra mim. Meu Deus, obrigada e abençoa a vida dela e dessa menina que virá.
Foi realmente lindo, um dos melhores momentos vividos nos ultimos tempos!
Saber que foi eu a primeira pessoa que soube que ela estava grávida.
Foi uma mistura doida de sensações boas, só quis abraçá-la e dizer o quanto ela é importante pra mim. Meu Deus, obrigada e abençoa a vida dela e dessa menina que virá.
Foi realmente lindo, um dos melhores momentos vividos nos ultimos tempos!
Não vejo a hora
Não vejo a hora de saber quem tu és....de que forma estás......como te sentes....
Me sinto tão acolhida abraçada a ti, sentir que nós sentimos um ao outro e que tu me responde com sinais as perguntas que faço.
Já sei de quem devemos estar distante e onde os sentimos muito bem....
Já são desnecessárias tantas buscas, porque tu me respondes a elas.
Te protejo de tudo e tu me guardas um amor eterno.
Nós somos, não sou mais só, porque estás comigo há tempos e por vezes deixei de perceber, perdoe !
POr vezes em minha vida pensei , me deixei ser tomada pela dúvida, mas agora és a minha certeza!
Não me importa mais quem não queira, quem não creia, importa é que estou aqui e que ......
Por você...eu dançaria tango no teto
Eu limparia os trilhos do metrô
Eu iria a pé do Rio à Salvador
Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Por você eu deixaria de beber
Por você eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia prá virar burguês
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Por você! Por você!
Por você! Por você!
Por você conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu de vermelho
Eu teria mais herdeiros que um coelho
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Por você! Por você!
Me sinto tão acolhida abraçada a ti, sentir que nós sentimos um ao outro e que tu me responde com sinais as perguntas que faço.
Já sei de quem devemos estar distante e onde os sentimos muito bem....
Já são desnecessárias tantas buscas, porque tu me respondes a elas.
Te protejo de tudo e tu me guardas um amor eterno.
Nós somos, não sou mais só, porque estás comigo há tempos e por vezes deixei de perceber, perdoe !
POr vezes em minha vida pensei , me deixei ser tomada pela dúvida, mas agora és a minha certeza!
Não me importa mais quem não queira, quem não creia, importa é que estou aqui e que ......
Por você...eu dançaria tango no teto
Eu limparia os trilhos do metrô
Eu iria a pé do Rio à Salvador
Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Por você eu deixaria de beber
Por você eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia prá virar burguês
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Por você! Por você!
Por você! Por você!
Por você conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu de vermelho
Eu teria mais herdeiros que um coelho
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Por você! Por você!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Ser tão bom.
A paz que reina por saber que em breve..tudo estará pronto para a tua chegada....abençoado sejam nossos dias!!!!!
Uma limpeza
Sou morena e magrinha, mas não como qualquer polinésia, como queria Cecília, e também nada tenho de Oriente: Meu pequeno coração foi gestado numa áspera charneca, gasto os invernos tentando descobrir infrutífera um caminho qualquer sobre a neve capaz de transformar todos os caminhos num único descaminho gelado e sem porto, tivesse nascido cem anos atrás me fanaria em brancas rendas e hemoptises escarlates, menos por doença que por delicadeza, insuportáveis que são para meus olhos os escarpados penedos das tardes ou a luz clara do meio-dia, envolta em penumbras que amenizassem o duro contorno das coisas viventes, assim me fanaria, com a magra mão translúcida estendida para o aro metálico dos óculos pousados sobre a capa de couro de um romance antigo, cheio de paixões impossíveis. Frente ao espelho, é com recato que tranço meus cabelos, enquanto a ponta de meus frágeis dedos de unhas curtas, às vezes roídas, acaricia o roxo das olheiras, herança de solitárias insônias. Depois busco um lugar junto à janela, pouso o rosto sobre uma das mãos e com a outra vou traçando riscos tristes pelas vidraças sempre embaçadas, por vezes grafo nomes de lugares e gentes que nunca conhecerei, sóis fanados atrás de nuvens débeis, flores doentias, estrelas opacas, talos quebradiços, plátanos desfolhados, olhos profundos, rostos apoiados em mãos magras como as minhas, identifico enquanto meus dedos riscam e riscam e riscam sem parar o inefável. De mancebos e malícias pouco sei, meu precário aprendizado da carne limita-se àquela gosma gelada que um Estudante certo dia depositou entre minhas coxas virginais, contra um muro descascado e cheio de brutais palavrões gravados a prego, numa sépia tarde outoniça. Até a chegada das regras seguintes,a vez que cerrava as pálpebras tornava a sentir seu bafo de fera no cio contra meu colo pálido, as pedras do muro ferindo minhas espáduas, a vergonhosa corrida com as meias soquete desabando sobre os sapatos de verniz, os inúmeros banhos e todos os perfumes, todas as colônias, sabonetes, essências que passei pelo corpo para arrancar de minha pele aquele cheiro descarado de animal. Prefiro os cheiros fanados, as rosas quase murchas, e nos transes mais dolorosos sempre fui eu a banhar os cadáveres familiares, cortando-lhes os cabelos e as unhas com infinito carinho, de certa forma meus mortos todos foram também meus filhos quando os polia esmerada para que São Pedro não lhes pusesse defeito ao baterem às portas celestes, que nada teriam contra mim no Reino dos Céus até minha partida que, rogo constantemente, há de ser breve. Mas até hoje persiste o cheiro, embora na chegada do fluxo tenha me embriagado feito demente naquele sangue que assegurava a permanência de minha pureza, deixei-me sangrar durante várias horas, empapando lençóis e roupas íntimas, até estar segura de que nem a mais ínfima gota do líquido vital daquele selvagem havia maculado minhas entranhas: eu as reivindico brancas como o linho das fronhas, como o cretone dos lençóis, como a renda destas cortinas que o vento sopra contra as violetas nessas tardes em que o sol demora a partir e o céu inteiro tinge-se de lilás. Não, não ofereço perigo algum: sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro, definida e clara como o jarro com a bacia de ágata no canto do quarto - se tomada com cuidado, verto água límpida sobre as mãos para que se possa refrescar o rosto, mas se tocada por dedos bruscos num segundo me estilhaço em cacos, me esfarelo em poeira dourada. Tenho pensado se não guardarei indisfarçáveis remendos das muitas quedas, dos muitos toques, embora sempre os tenha evitado aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia, e mesmo assim insisto - meus gestos e palavras são magrinhos como eu, e tão morenos que, esboçados à sombra, mal se destacam do escuro, quase imperceptível me movo, meus passos são inaudíveis feito pisasse sempre sobre tapetes, impressentida, mãos tão leves que uma carícia minha, se porventura a fizesse, seria mais branda que a brisa da tardezinha. Para beber, além do chá com une &irme de lait, raramente admito um cálice de vinho, mas que seja branco para não me entontecer, e que seja seco para não esbrasear em excesso minha garganta em ardores que, temo, poderiam descontrolar-se além do limite imposto pela pudicícia, e para vestir, além do branco absoluto, admito apenas o cinza e o bege, raramente o preto, demasiado dramático para quem busca integrar-se ao fundo, não destacar-se, poucas vezes ouso o bordô, contudo me agrade o sangue coagulado de seus tons, lembrando dores para sempre pacificadas na sua estagnação, e nunca me atrevi aos azuis, iluminados demais para minha severidade. Nas folhas que datilografo como secretária, os chefes jamais detectaram uma rasura sequer, uma violação de margem, um toque mais nítido ou esmaecido, sou sempre precisa, caracteres negros sobre o branco impecável, e isso é tudo. Recebo modesta os elogios, vou duas vezes ao banheiro cada dia, ao chegar e ao partir, quando não tenho serviço cruzo os braços sobre o busto escasso e simplesmente permaneço, existo mais profundamente assim, quando silente, ou abro discreta certo livro de poemas líricos para saborear algum verso enquanto contemplo as alamedas estendidas atrás das janelas. Mas desde que, há duas semanas, uma cigana desvendou as fracas linhas das palmas de minha mão, pouco sossego encontro até em meu próprio sossego: dois amores, ela apontou, um já passado, e com amargura localizei na memória aquele sôfrego Estudante, e outro em breve por chegar. Desde então, me desconheço. Abreviaram-se-me as idas ao banheiro para molhar os pulsos e os lóbulos das orelhas, animando a circulação que se me estanca nas veias, por vezes olvido a torneira aberta e surpreendo-me a odiar minhas próprias tranças, as manchas roxas sob os olhos e tudo que me torna assim, fugaz. Mal posso conter um susto investigando o porte de cada homem que se aproxima, em cada esquina que dobro, em cada ônibus que tomo para ir e vir, sinto que busco prometido e me detesto por essa inquietação febril, pelo amor que desconheço e mal consigo supor, tão parca é minha vida de memórias ou medidas. Esforço-me por dar-lhe pinceladas tênues, não me atrevo aos óleos nem aos acrílicos, é nos guaches e sobretudo nas aquarelas que procuro o verde esmaecido de sua tez, mas por vezes alguma coisa se alvoroça e me surpreendo alucinada, incontrolável, a chafurdar em tintas fortes, berrantes cores primárias, formas toscas, símbolos sensuais, e é então que mergulho em banhos gelados no meio da noite para apaziguar a carne incompreensível, fremente qual Teresa d'Ávila, afogada entre lençóis, as palavras da cigana me embalando feito uma berceuse, imagino se não será o próprio Senhor este que se aproxima, e não conheço. Em cada junho, sei que não suportarei o próximo agosto, me debato elaborando aquela futura tarde gris para encontrá-lo - não aqui, entre torpezas, mas numa outra dimensão de luz maior, além de meu próprio corpo, irmão-burro aprisionado pelos instintos, num espaço discreto e contido como eu mesma venho sendo através destas quase três décadas que, álgida, sobrepujei. Sobrevivo a cada manhã quando, cruzando as portas e corredores que me conduzem às ruas intermináveis, imagino sempre que sou invisível para cada um dos que passam. Ninguém suspeita de meu segredo, caminho severa pelas calçadas, olhos baixos para que minha sede não transpareça: ah sou tão morena e magrinha que ninguém me adivinha assim como tenho andado - castamente cinzelada no topo deste morro onde os ventos não cessam jamais de uivar, tendo entre as mãos, como quem segura lírios maduros dos campos, uma espera tão reluzente que já é certeza.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Respondo
POr mim nada disso aconteceria....
Eu posso responder por mim,
mas não por três........
Reflexão para a sexta- feira!!!!!!
Eu posso responder por mim,
mas não por três........
Reflexão para a sexta- feira!!!!!!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Um dia eu toco essa música pra vc
Figura
Orlando Morais
A mim não importa ser a sombra
quando você é a figura
ser a situação quando você é o assunto
Eu nasci pra estar ao seu lado
mesmo se não estamos juntos
e é por isto que quando gritas
permaneço calado
como o sol determina
retrato falado, meu pé de laranja lima
nós somos assim como um desenho
talvez reflexo e refletor
Você, as imagens que tenho
as que quero
as que tenho amor
Orlando Morais
A mim não importa ser a sombra
quando você é a figura
ser a situação quando você é o assunto
Eu nasci pra estar ao seu lado
mesmo se não estamos juntos
e é por isto que quando gritas
permaneço calado
como o sol determina
retrato falado, meu pé de laranja lima
nós somos assim como um desenho
talvez reflexo e refletor
Você, as imagens que tenho
as que quero
as que tenho amor
Autarquia
..... autarquia é a qualidade de ser autossuficiente
....autarquia existe quando a entidade consegue sobreviver ou manter as suas atividades sem apoio externo.
...autarquia significa poder sobre si mesmo.
..é a condição de auto-suficiência do sábio, a quem basta ser virtuoso para ser feliz.
.Autarquia......pra nossa vida!!!
....autarquia existe quando a entidade consegue sobreviver ou manter as suas atividades sem apoio externo.
...autarquia significa poder sobre si mesmo.
..é a condição de auto-suficiência do sábio, a quem basta ser virtuoso para ser feliz.
.Autarquia......pra nossa vida!!!
Não Leve Flores -Belchior
Não cante vitória muito cedo, não.
Nem leve flores para a cova do inimigo,
que as lágrimas do jovem
são fortes como um segredo:
podem fazer renascer um mal antigo.
Tudo poderia ter mudado, sim,
pelo trabalho que fizemos - tu e eu.
Mas o dinheiro é cruel
e um vento forte levou os amigos
para longe das conversas, dos cafés e dos abrigos,
e nossa esperança de jovens não aconteceu, não, não.
Palavra e som são meus caminhos pra ser livre,
e eu sigo, sim.
Faço o destino com o suor de minha mão.
Bebi, conversei com os amigos ao redor de minha mesa
e não deixei meu cigarro se apagar pela tristeza.
- Sempre é dia de ironia no meu coração.
Tenho falado à minha garota:
- Meu bem, é difícil saber o que acontecerá.
Mas eu agradeço ao tempo.
o inimigo eu já conheço.
Sei seu nome, sei seu rosto, residência e endereço.
A voz resiste. A fala insiste: você me ouvirá.
A voz resiste. A fala insiste: quem viver verá.
Nem leve flores para a cova do inimigo,
que as lágrimas do jovem
são fortes como um segredo:
podem fazer renascer um mal antigo.
Tudo poderia ter mudado, sim,
pelo trabalho que fizemos - tu e eu.
Mas o dinheiro é cruel
e um vento forte levou os amigos
para longe das conversas, dos cafés e dos abrigos,
e nossa esperança de jovens não aconteceu, não, não.
Palavra e som são meus caminhos pra ser livre,
e eu sigo, sim.
Faço o destino com o suor de minha mão.
Bebi, conversei com os amigos ao redor de minha mesa
e não deixei meu cigarro se apagar pela tristeza.
- Sempre é dia de ironia no meu coração.
Tenho falado à minha garota:
- Meu bem, é difícil saber o que acontecerá.
Mas eu agradeço ao tempo.
o inimigo eu já conheço.
Sei seu nome, sei seu rosto, residência e endereço.
A voz resiste. A fala insiste: você me ouvirá.
A voz resiste. A fala insiste: quem viver verá.
a Carne
Da carne que habita aqui....restou apenas o que existe de tua parte. A parte que não mais o cabe, que segura em mim seu pilar...
Dos tempos sombrios restaram o sangue, a carne em pedaços que nunca vistes ser,
da saliva sobrou o gosto, que não terás a forma sábia de sentir.
Da parte terás o teu espelho, de ser um ser só.
Do corpo terás o retrato, de raiva e rancor,
do orgulho terás o medo, o terror.
Da leveza terás o tempo, pra que queiras ter esperança.
De mim terás a racionalidade, cheia de coisas desespeciais,
do meu ódio terás o receio, que nunca mais encontrarás.
Do teu corpo terá o pedaço que nunca te reconhecerá; porque aqui deixastes uma sombria morte para o ventre que o nutria, e não foi só alma, foi essência,
E tu que me tirastes esta parte que seria agora cabível e essêncial, deixo apenas meu desprezo e o meu querer- te mal.
De joelhos ficaremos diante de algumas ilusões, mas nunca mais nós dois seremos espelho de tuas retratações.
Do meu sangue, ficou a vontade de me ver pulsar ao invez de expandir.
Eu destrui a natureza , os campos de lindas flores que um dia tentastes incendiar, da alma foi feito terraço incapaz de amar.
Da tua parte terás o amargo que não tivestes,
porque de mim será a verdade que ele terá.
Componha suas notas e não esqueça de ser sofrido, porque eis aqui esse caminho, que tu mesmo traçastes e me jogastes no meio, deixando uma alma que já reproduz sons de uma vida, mas que não recebe de mim sequer algo que se difere de humanismo.
E saiba que tudo aquilo que um dia tivestes de mim, pode não ser resgatado e se for jamais saberá, porque não quero mais sentir-me suja, já basta saber que foi assim.
Da opressão atrás o fevor, de recolheres teus pedidos de perdões, por gritos de ironias e revolta.
Nunca mais saberás quem fostes, porque teu pedaço levará contigo a vida inteira, aquilo que não soubestes dar e que fizestes perder-me em algum lugar que não me deixar voltar.
Tenho agora o dissabor do meu ventre, a certeza de minha culpa, e a razão para entender o quanto o perdão era válido para descansar, este perdão que não existe nem pra mim, não estará pra você.
POrque meu corpo reproduz um outro corpo, e ele já sentirá tudo, por falta daquilo que os humanos chamam de amor e que nunca mais ...nunca mais serás capaz de amar...
Tua culpa jogas no vazio, não precisas te justificar.
Vai atras daquela que te amou, cuspa em sua tumba, faça isso por me odiar, porque lá jogo os dejetos de sangue que ainda existe na carne que desseca agora seguindo sem razão, sem conhecer o mundo porque vetastes todo ele, quando quis recomeçar.
Não te odeio pelas culpas, pelos enganos, pelo desamor, te odeio pelo o que falta em mim, que poderia ser o suficiente agora, mas que não é....não porque não existes aqui, mas porque rasgastes minha alma em tempos modernos,
Fizestes do corpo só sangue que transborda em cada olhar,
que faz dominar meus gestos...a vontade de acabar com tudo isso e me levar..para onde ainda existe esperança de Deus existir e dar a este que por parte é nossa, o amor que nãos sei mais sentir.
Eu odeio esses humanos e suas fragilidades porque o meu campo de batalha, só tem desistentes e desconhecidos.
E não adianta compor notas pra o que pensas que te causei, faça ele por tua parte que nunca saberá de ti, é dele que tens culpa de ser o que poderá vir a ser, mas que diante de mim, não terá sequer uma flor colorida, porque o racional vê em preto e branco até que saia do deserto e suba a montanha...e será de lá que ele verá teu rosto, e te desprezará por toda a forma que tirastes dele o caminho que ele teria......do campo de flores, que tu e eu secamos, mas eu estou aqui...seguindo minha luta nas artérias que nutrem , que fortalecem e que dominam como sempre toda a minha vida, só não dispenso de ti...que sejas infeliz por todo o sempre....porque se em algum momento houve algo de bom, vejo que isso apodreceu e uma maçã podre no meio de tantas é capaz de disseminar as outras com sua doença, e esta forma de ver , de sentir, veio dessa disseminação.....e a culpa pelo meu contágio é só minha, mas a culpa do contágio a tua parte é também tua....já que rasgastes em sangue o ser que vivia ao teu lado, e fizestes a pobre alma frágil de corpo débil quase morrer trazendo dentro de si uma nova vida, que sinceramente a mim se resume a um caso de humanidade, e que por isso, será o espelho de nossa solidão.
Mas a pedra que seca se quebra e pode simplesmente interromper umas catástrofe, há em um milhão uma única chence de dar certo, é nela que aposto meus cavalos de forças, minha tropa de lutas....é por este fio que me esforço em sangue, de corpo de alma, para que tudo se transforme....mas será a partir da montanha, por dizeres de outro ser e suas escolhas, que sinceramente, não quero vos iludir.....terá essa mesma dualidade que carrego....porque antes de sentir o que é amor passará pelo amargo da racionalidade, só que ele compreenderá antes de mim e de você ....que seu exército de luta sempre irá proteger seu dominante e que assim ele terá menos tempo pra pensar em querer teus dons artísticos,
O colorido do mundo meu caro, é capaz de existir, mas pra seguir em frente é feita uma escolha...
a de se enganar ou de se matar....
o que me corroi...é que posso não estar aqui quando te ver diante dessa razão, porque eis que o mundo tem dado suas voltas, e meu corpo não é mais aquele que perdi.
Mas como bicho que me transformei, deixo apenas pra ti a certeza de que nunca mais verás ou sentirás o doce de ser importante pra alguém que realmente poderia ser essencial..
...e ele terá suas escolhas sabotadas de suas mentiras, sabotadas de tua traição, alagadas dos teus desprendimentos....e carregará com si, infelizmente, a mesma dor que carreguei por bastante tempo, mas aprenderá desde aqui...bem cedinho...como enfrentar seus medos, seguir em frente e matar a alma....porque esse teu novo mundo colorido...ele não o servirá...porque foi aqui que ele precisou sentir o cheiro das flores, as cores, e o vento....e foi dele e não de mim, que tomastes o amor...quando destes as costas......
O ser que se mostra aqui está em pedaços, de um sangue frio, quente, como a carne fria e mal passada...que ainda assim...sangra....
È nesse sabor que penso em ti....porque o cheiro do café realmente não me tras qualquer lembrança tua.
è por humanismo que sinto as dores que sinto, que alimento minha carne e dissemino minha alma....é por este motivo, pela parte que me falta...que te odeio tanto.....que não quero nem passar no teu canto e perder o tempo sentido alguma coisa, porque para o que era realmente necessário ser profundo, só consigo ser superficial...
Roubastes de mim o sonho, a plenitude...e colocastes uma pedra em cima de nós....esquecestes apenas porque erámos nós..... e juro que no plural disso tudo ...não falo de mim...falo do outro ser que dominavas...que te amava...que tu mesmo fez morrer.
Cospe no túmulo dessa outra, Diga que foi por legítima defesa, a use como sempre fez, porque lá contém exatamente o grande e maior motivo de eu estar tão amarga com quem poderia ser diferente.
Não por mim, pois acho que nem vale a pena, mas pela vida e todo seu real sentido, que pra mim hoje se resume a carne, sem alma, racional....improvável.
Esquece de alguma parte tua que esteja em mim, não se cuide, se iluda,seja comido pelo tempo....mas não resgate nada do que já estou deixando pra tras de nossas vidas......
...nada muda os sentidos...e não foi nada a toa que minha alma tenha sido perdida, não será a toa nada daqui pra frente...não me encontre em seu caminho e não cruze com o meu...chega dessas atrocidades...porque até um bicho...protege por ser racional antes de o ver transformar num animal, caçador...ou caça....no caso.. meu e dele, prováveis leões da grande floresta, que tu cordeiro só te tornas presa.....e não é de nós apenas, é da vida!!!!!!!
Desseca o corpo da alma e verás que espécie de ser te cultivas.....o teu ser próprio, porque ficarás com ele, com tua arrogância e tua novidade....sempre sozinho diante da tua própria consciência....porque não negastes a mão apenas, mas fostes o pior dos covardes da floresta, aquele que come as carniças....que acaba com as esperanças e espalha sangue por todos os lados....
Não imagine-se vitima de mim futuramente, porque é das montanhas que veremos teu desespero de simulador.....
è lá que meu sangue será vingado....é no tempo dele apenas que tudo acontece.......
Das rochas que se rompem e viram pedras....endurecer sem ternura alguma e ensinar a mesma coisa o tempo todo, sem desvios, caminhos ou restrições......
Chegar onde não cheguei e mostrar o quanto ainda sou, srsrsrs, boa noite!
Dos tempos sombrios restaram o sangue, a carne em pedaços que nunca vistes ser,
da saliva sobrou o gosto, que não terás a forma sábia de sentir.
Da parte terás o teu espelho, de ser um ser só.
Do corpo terás o retrato, de raiva e rancor,
do orgulho terás o medo, o terror.
Da leveza terás o tempo, pra que queiras ter esperança.
De mim terás a racionalidade, cheia de coisas desespeciais,
do meu ódio terás o receio, que nunca mais encontrarás.
Do teu corpo terá o pedaço que nunca te reconhecerá; porque aqui deixastes uma sombria morte para o ventre que o nutria, e não foi só alma, foi essência,
E tu que me tirastes esta parte que seria agora cabível e essêncial, deixo apenas meu desprezo e o meu querer- te mal.
De joelhos ficaremos diante de algumas ilusões, mas nunca mais nós dois seremos espelho de tuas retratações.
Do meu sangue, ficou a vontade de me ver pulsar ao invez de expandir.
Eu destrui a natureza , os campos de lindas flores que um dia tentastes incendiar, da alma foi feito terraço incapaz de amar.
Da tua parte terás o amargo que não tivestes,
porque de mim será a verdade que ele terá.
Componha suas notas e não esqueça de ser sofrido, porque eis aqui esse caminho, que tu mesmo traçastes e me jogastes no meio, deixando uma alma que já reproduz sons de uma vida, mas que não recebe de mim sequer algo que se difere de humanismo.
E saiba que tudo aquilo que um dia tivestes de mim, pode não ser resgatado e se for jamais saberá, porque não quero mais sentir-me suja, já basta saber que foi assim.
Da opressão atrás o fevor, de recolheres teus pedidos de perdões, por gritos de ironias e revolta.
Nunca mais saberás quem fostes, porque teu pedaço levará contigo a vida inteira, aquilo que não soubestes dar e que fizestes perder-me em algum lugar que não me deixar voltar.
Tenho agora o dissabor do meu ventre, a certeza de minha culpa, e a razão para entender o quanto o perdão era válido para descansar, este perdão que não existe nem pra mim, não estará pra você.
POrque meu corpo reproduz um outro corpo, e ele já sentirá tudo, por falta daquilo que os humanos chamam de amor e que nunca mais ...nunca mais serás capaz de amar...
Tua culpa jogas no vazio, não precisas te justificar.
Vai atras daquela que te amou, cuspa em sua tumba, faça isso por me odiar, porque lá jogo os dejetos de sangue que ainda existe na carne que desseca agora seguindo sem razão, sem conhecer o mundo porque vetastes todo ele, quando quis recomeçar.
Não te odeio pelas culpas, pelos enganos, pelo desamor, te odeio pelo o que falta em mim, que poderia ser o suficiente agora, mas que não é....não porque não existes aqui, mas porque rasgastes minha alma em tempos modernos,
Fizestes do corpo só sangue que transborda em cada olhar,
que faz dominar meus gestos...a vontade de acabar com tudo isso e me levar..para onde ainda existe esperança de Deus existir e dar a este que por parte é nossa, o amor que nãos sei mais sentir.
Eu odeio esses humanos e suas fragilidades porque o meu campo de batalha, só tem desistentes e desconhecidos.
E não adianta compor notas pra o que pensas que te causei, faça ele por tua parte que nunca saberá de ti, é dele que tens culpa de ser o que poderá vir a ser, mas que diante de mim, não terá sequer uma flor colorida, porque o racional vê em preto e branco até que saia do deserto e suba a montanha...e será de lá que ele verá teu rosto, e te desprezará por toda a forma que tirastes dele o caminho que ele teria......do campo de flores, que tu e eu secamos, mas eu estou aqui...seguindo minha luta nas artérias que nutrem , que fortalecem e que dominam como sempre toda a minha vida, só não dispenso de ti...que sejas infeliz por todo o sempre....porque se em algum momento houve algo de bom, vejo que isso apodreceu e uma maçã podre no meio de tantas é capaz de disseminar as outras com sua doença, e esta forma de ver , de sentir, veio dessa disseminação.....e a culpa pelo meu contágio é só minha, mas a culpa do contágio a tua parte é também tua....já que rasgastes em sangue o ser que vivia ao teu lado, e fizestes a pobre alma frágil de corpo débil quase morrer trazendo dentro de si uma nova vida, que sinceramente a mim se resume a um caso de humanidade, e que por isso, será o espelho de nossa solidão.
Mas a pedra que seca se quebra e pode simplesmente interromper umas catástrofe, há em um milhão uma única chence de dar certo, é nela que aposto meus cavalos de forças, minha tropa de lutas....é por este fio que me esforço em sangue, de corpo de alma, para que tudo se transforme....mas será a partir da montanha, por dizeres de outro ser e suas escolhas, que sinceramente, não quero vos iludir.....terá essa mesma dualidade que carrego....porque antes de sentir o que é amor passará pelo amargo da racionalidade, só que ele compreenderá antes de mim e de você ....que seu exército de luta sempre irá proteger seu dominante e que assim ele terá menos tempo pra pensar em querer teus dons artísticos,
O colorido do mundo meu caro, é capaz de existir, mas pra seguir em frente é feita uma escolha...
a de se enganar ou de se matar....
o que me corroi...é que posso não estar aqui quando te ver diante dessa razão, porque eis que o mundo tem dado suas voltas, e meu corpo não é mais aquele que perdi.
Mas como bicho que me transformei, deixo apenas pra ti a certeza de que nunca mais verás ou sentirás o doce de ser importante pra alguém que realmente poderia ser essencial..
...e ele terá suas escolhas sabotadas de suas mentiras, sabotadas de tua traição, alagadas dos teus desprendimentos....e carregará com si, infelizmente, a mesma dor que carreguei por bastante tempo, mas aprenderá desde aqui...bem cedinho...como enfrentar seus medos, seguir em frente e matar a alma....porque esse teu novo mundo colorido...ele não o servirá...porque foi aqui que ele precisou sentir o cheiro das flores, as cores, e o vento....e foi dele e não de mim, que tomastes o amor...quando destes as costas......
O ser que se mostra aqui está em pedaços, de um sangue frio, quente, como a carne fria e mal passada...que ainda assim...sangra....
È nesse sabor que penso em ti....porque o cheiro do café realmente não me tras qualquer lembrança tua.
è por humanismo que sinto as dores que sinto, que alimento minha carne e dissemino minha alma....é por este motivo, pela parte que me falta...que te odeio tanto.....que não quero nem passar no teu canto e perder o tempo sentido alguma coisa, porque para o que era realmente necessário ser profundo, só consigo ser superficial...
Roubastes de mim o sonho, a plenitude...e colocastes uma pedra em cima de nós....esquecestes apenas porque erámos nós..... e juro que no plural disso tudo ...não falo de mim...falo do outro ser que dominavas...que te amava...que tu mesmo fez morrer.
Cospe no túmulo dessa outra, Diga que foi por legítima defesa, a use como sempre fez, porque lá contém exatamente o grande e maior motivo de eu estar tão amarga com quem poderia ser diferente.
Não por mim, pois acho que nem vale a pena, mas pela vida e todo seu real sentido, que pra mim hoje se resume a carne, sem alma, racional....improvável.
Esquece de alguma parte tua que esteja em mim, não se cuide, se iluda,seja comido pelo tempo....mas não resgate nada do que já estou deixando pra tras de nossas vidas......
...nada muda os sentidos...e não foi nada a toa que minha alma tenha sido perdida, não será a toa nada daqui pra frente...não me encontre em seu caminho e não cruze com o meu...chega dessas atrocidades...porque até um bicho...protege por ser racional antes de o ver transformar num animal, caçador...ou caça....no caso.. meu e dele, prováveis leões da grande floresta, que tu cordeiro só te tornas presa.....e não é de nós apenas, é da vida!!!!!!!
Desseca o corpo da alma e verás que espécie de ser te cultivas.....o teu ser próprio, porque ficarás com ele, com tua arrogância e tua novidade....sempre sozinho diante da tua própria consciência....porque não negastes a mão apenas, mas fostes o pior dos covardes da floresta, aquele que come as carniças....que acaba com as esperanças e espalha sangue por todos os lados....
Não imagine-se vitima de mim futuramente, porque é das montanhas que veremos teu desespero de simulador.....
è lá que meu sangue será vingado....é no tempo dele apenas que tudo acontece.......
Das rochas que se rompem e viram pedras....endurecer sem ternura alguma e ensinar a mesma coisa o tempo todo, sem desvios, caminhos ou restrições......
Chegar onde não cheguei e mostrar o quanto ainda sou, srsrsrs, boa noite!
sábado, 21 de janeiro de 2012
A minha casa
minha casa espiritual onde alberga a minha vida é constituída por vários pisos, inúmeras divisões, umas mais amplas outras nem por isso. Algumas delas são escuras outras com janelas viradas para o mar, para as montanhas, umas com muita luminosidade pelas suas enormes e envidraçadas janelas. Esta casa é composta por cave, 1º andar, 2º andar, 3º andar e sótão e em cada um destes andares representa os níveis da minha vida. Durante muito tempo escolhi viver na cave, fria e escura, sem janelas para o exterior, sem brilho do sol e da lua. Nas paredes uma ausência de espelhos para não ter a possibilidade de ver a minha imagem reflectida. Era uma vida triste, sombria e solitária, escondia-me de mim e de todos.
Sabia que os andares de cima eram bem mais atraentes, confortáveis e proporcionavam uma vida bem mais motivadora. Tive medo de tornar-me consciente de mim mesmo e aceitar-me tal e qual como sou, tive medo de aceitar a mudança. O trabalho a seguir foi bem duro, não foi um trabalho fácil, posso garantir que foi doloroso e assustador. Naqueles momentos pude reflectir, fiz uma auto-avaliação e comecei a desprender-me de objectos, ideais, medos, crenças entre outras coisas mais. Mudei de imagem, é como se estivesse a limpar a casa, atirando fora as peças que estavam partidas e identificar aquelas que estavam com muita poeira se faziam ou não falta. Mexi nas gavetas e nos armários da minha mente, era hora de desfazer-me das coisas e entre elas, estavam pessoas incluídas com um enorme valor sentimental, mas cheguei à conclusão que não fazia mais sentido, nem tinham qualquer prática para a minha vida. Admiti que não cabiam mais e nunca mais iriam caber, ao verificar que guardava as mágoas e os medos como se fosse roupa suja e os montes eram enormes.
Comecei a limpar o meu coração e abrir o caminho para o verdadeiro amor e naquele instante percebi que ao viver na cave da casa da minha vida, jamais o iria encontrar. Subi para o primeiro andar e encontrei uma nova bagunça, as divisões mais amplas, mobília mais moderna, as cortinas das janelas corridas permitiam a entrada de uma ténue luminosidade. Encontrei tudo o que ligava à minha infância, desenterrando a minha auto-imagem que se escondia por debaixo das coisas que os meus Pais me ofertaram. Quando me conheci um pouco, abri as cortinas e deixei entrar a luz da verdade, expondo os meus medos e fantasias tal como eram, distorções e sombras do passado. Estava a verdade ali bem patente, deu para vislumbrar e responsabilizar-me por ter permitido que a casa ficasse em tal desordem e tive que assumir que eu era o único residente naquela casa e a única pessoa capaz de arrumar toda aquela bagunça. Mais do que nunca, tinha chegado a hora de por as mãos ao trabalho, arregaçando as mangas e trabalhar a sério.
O segundo andar estava ali bem perto, a falta de coragem ainda me impedia de subir até lá. O trabalho consistia em livrar-me das cortinas velhas e desbotadas, tapetes encardidos e móveis sem qualquer utilidade. Reconheci o custo de todos os erros cometidos, Mas nem por isso senti uma revolta ou procurei um culpado para toda aquela bagunça, eu fui o desorganizador da minha própria casa. Senti que desperdicei muito tempo, despendi muita energia, mas no fundo eu sabia a verdade. A verdade é que ninguém tem culpa, todos nos fizemos ou tentámos fazer o melhor e descobrimos que era preciso tornamo-nos mais fortes, sábios, dispostos e prontos para fazer ainda melhor. Que sensação maravilhosa!
Exerci um novo padrão de vida, com novos estilos, cores e ao olhar em volta percebi que já estava no terceiro andar na casa da minha vida e o que temia na passagem para o segundo andar, tinha ficado para trás e era aquele o patamar intermediário que serviria de passagem para o momento actual. Aqui onde me encontro é um lugar fantástico, cheio de luz e de cores, finalmente consegui ver-me ao espelho, com uma clareza e extremamente feliz ao descobrir que o trabalho tinha valido a pena e finalmente tinha chegado onde sempre desejei estar. Este é um lugar de paz. Sinto um orgulho de mim mesmo, sentido até que estou preparado para convidar os meus amigos a compartilhar comigo o que fui aprendendo. Muitos não gostaram da minha nova casa, não se sentiam bem ali mesmo e acabaram por ir embora. Mesmo assim aprendi que podiam mudar de ideias e um dia regressassem, mas percebi que não fazia mais sentido, se não se sentiram bem na minha casa, não se sentiam bem comigo mesmo. Outros amigos gostaram da minha nova casa, estava tão diferente e todas aquelas bagunças simplesmente tinham desaparecido. Mesmo assim os poucos amigos que ficaram acabaram por ir embora e por mim tudo bem! Arrumei as pequenas bagunças que tinham criado e acreditei de coração que ao manter a casa limpa, aqueles que vêm com amor ficarão residentes nesta casa. Estes foram os sinais da minha mudança, eu tive que mudar e tornei-me bem mais diferente, vivo sem medo.
Na verdade limpei o sótão e transformei-o no santuário do amor. Escolhi toda a decoração, escolhi tudo o que fazer e passei a falar com mais cuidado. Quando acabar de arrumar a cama e compor as almofadas, estarei pronto para me virar e encontrar o meu amor. Não interessa se for um amor velho ou um novo amor, quero é que sejas Tu, o meu grande e verdadeiro amor…
Sabia que os andares de cima eram bem mais atraentes, confortáveis e proporcionavam uma vida bem mais motivadora. Tive medo de tornar-me consciente de mim mesmo e aceitar-me tal e qual como sou, tive medo de aceitar a mudança. O trabalho a seguir foi bem duro, não foi um trabalho fácil, posso garantir que foi doloroso e assustador. Naqueles momentos pude reflectir, fiz uma auto-avaliação e comecei a desprender-me de objectos, ideais, medos, crenças entre outras coisas mais. Mudei de imagem, é como se estivesse a limpar a casa, atirando fora as peças que estavam partidas e identificar aquelas que estavam com muita poeira se faziam ou não falta. Mexi nas gavetas e nos armários da minha mente, era hora de desfazer-me das coisas e entre elas, estavam pessoas incluídas com um enorme valor sentimental, mas cheguei à conclusão que não fazia mais sentido, nem tinham qualquer prática para a minha vida. Admiti que não cabiam mais e nunca mais iriam caber, ao verificar que guardava as mágoas e os medos como se fosse roupa suja e os montes eram enormes.
Comecei a limpar o meu coração e abrir o caminho para o verdadeiro amor e naquele instante percebi que ao viver na cave da casa da minha vida, jamais o iria encontrar. Subi para o primeiro andar e encontrei uma nova bagunça, as divisões mais amplas, mobília mais moderna, as cortinas das janelas corridas permitiam a entrada de uma ténue luminosidade. Encontrei tudo o que ligava à minha infância, desenterrando a minha auto-imagem que se escondia por debaixo das coisas que os meus Pais me ofertaram. Quando me conheci um pouco, abri as cortinas e deixei entrar a luz da verdade, expondo os meus medos e fantasias tal como eram, distorções e sombras do passado. Estava a verdade ali bem patente, deu para vislumbrar e responsabilizar-me por ter permitido que a casa ficasse em tal desordem e tive que assumir que eu era o único residente naquela casa e a única pessoa capaz de arrumar toda aquela bagunça. Mais do que nunca, tinha chegado a hora de por as mãos ao trabalho, arregaçando as mangas e trabalhar a sério.
O segundo andar estava ali bem perto, a falta de coragem ainda me impedia de subir até lá. O trabalho consistia em livrar-me das cortinas velhas e desbotadas, tapetes encardidos e móveis sem qualquer utilidade. Reconheci o custo de todos os erros cometidos, Mas nem por isso senti uma revolta ou procurei um culpado para toda aquela bagunça, eu fui o desorganizador da minha própria casa. Senti que desperdicei muito tempo, despendi muita energia, mas no fundo eu sabia a verdade. A verdade é que ninguém tem culpa, todos nos fizemos ou tentámos fazer o melhor e descobrimos que era preciso tornamo-nos mais fortes, sábios, dispostos e prontos para fazer ainda melhor. Que sensação maravilhosa!
Exerci um novo padrão de vida, com novos estilos, cores e ao olhar em volta percebi que já estava no terceiro andar na casa da minha vida e o que temia na passagem para o segundo andar, tinha ficado para trás e era aquele o patamar intermediário que serviria de passagem para o momento actual. Aqui onde me encontro é um lugar fantástico, cheio de luz e de cores, finalmente consegui ver-me ao espelho, com uma clareza e extremamente feliz ao descobrir que o trabalho tinha valido a pena e finalmente tinha chegado onde sempre desejei estar. Este é um lugar de paz. Sinto um orgulho de mim mesmo, sentido até que estou preparado para convidar os meus amigos a compartilhar comigo o que fui aprendendo. Muitos não gostaram da minha nova casa, não se sentiam bem ali mesmo e acabaram por ir embora. Mesmo assim aprendi que podiam mudar de ideias e um dia regressassem, mas percebi que não fazia mais sentido, se não se sentiram bem na minha casa, não se sentiam bem comigo mesmo. Outros amigos gostaram da minha nova casa, estava tão diferente e todas aquelas bagunças simplesmente tinham desaparecido. Mesmo assim os poucos amigos que ficaram acabaram por ir embora e por mim tudo bem! Arrumei as pequenas bagunças que tinham criado e acreditei de coração que ao manter a casa limpa, aqueles que vêm com amor ficarão residentes nesta casa. Estes foram os sinais da minha mudança, eu tive que mudar e tornei-me bem mais diferente, vivo sem medo.
Na verdade limpei o sótão e transformei-o no santuário do amor. Escolhi toda a decoração, escolhi tudo o que fazer e passei a falar com mais cuidado. Quando acabar de arrumar a cama e compor as almofadas, estarei pronto para me virar e encontrar o meu amor. Não interessa se for um amor velho ou um novo amor, quero é que sejas Tu, o meu grande e verdadeiro amor…
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
A lei Maria da Penha.
A Lei Maria da Penha tem a missão de proporcionar instrumentos adequados para “coibir, previnir e erradicar” a violência doméstica e familiar contra a mulher, com o objetivo de garantir sua “integridade física, psíquica, sexual, moral e patrimonial”, a chamada “violência de gênero”.
E me encaixo bem aqui:
Violência psicológica (não-visual, mas muito extensa): “Qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da auto-estima à mulher ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação”.
Teremos paz em breve....e ela será permanente...
minha terapia: a melhor escolha 2 vezes por semana
Praticar Yoga é uma forma de auto-conhecimento e de desenvolvimento pessoal. O Yoga pode representar uma forma de crescimento, um caminho de aprofundamento da nossa capacidade de espreitar para dentro de nós mesmos, numa busca constante e intensa da nossa verdadeira identidade.
Mais do que uma ginástica eficaz para nos mantermos em forma, para além de cuidar do corpo, o Yoga é uma forma de cuidarmos da mente, de a mantermos num estado de tranquilidade e bem-estar. Mas mais do que permitir a vivência de um estado de equilíbrio entre o corpo e a mente, o Yoga, é uma prática que, com o tempo, nos permite vivenciar estados cada vez mais subtis, profundos e, ao mesmo tempo, mais abrangentes. Estados que nos permitem mergulhar cada vez mais fundo numa viagem de descoberta de nós e do mundo.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Meu solzinho
è estranho quando tudo parece ter mudado de rumos....a racionalidade me toma...mas tu estás comigo. E não precisa pedir uma outra pessoa porque não haverá seu garoto....é em mim que tens que confiar....as máscaras cairam, tudo permanece como antes, mas este antes desconhecido agora está claro...pra você já estava antes ....bom saber que sabes mais que eu, ou pelo menos sentistes de alguma forma.
Meu bem, nos meus caminhos ainda existem uns obstáculos e sei que no seu também,
minhas roupas não me cabem , ficam frouxas, mas tu deixarás com que elas voltem ao seu tamanho ideal.
Incrível essas transformações que me fazem, meu bem, quanta coisa não é?
E ainda posso ver o começo desta história, e sinceramente, me dá um incomodo doloroso.
Tenho receio por nós, porque meu bem, por mais acolhidos que ambos estejamos, ainda comprometo tua vida, com minha presença, com o que ouço ao teu respeito, sei lá...essa história, esse amor que me falta, de sentimentos , de cuidados, de coisas que pra mim são desnecessárias, meu bem, mas pra você não, eu não sei o que te contar a respeito, e o que sei, prefiro deixar lá atrás pra nós dois.
Tudo o que o mundo me der de prazer
Faço em poesia e dedico à você
Isso é pra toda cidade escutar
Te sinto em cada um dos meus sentidos, em pensamento chego a te tocar meu solzinho....................nasce aqui e clareia minha vida!
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