domingo, 20 de março de 2011

Multi..............

Eu sou bipolar. Não estou falando da doença, estou falando do meu ser.
Sou bipolar no sentido de querer tudo, de gostar de tudo, de sentir tudo ao mesmo tempo. Na verdade sou POLIPOLAR, mas como essa palavra não ficaria bonita, prefiro bipolaridade.
Gosto de rosa, mas também não nego um azul. Gosto de verde, de laranja, de preto, de amarelo.
Gosto de filmes românticos, engraçados, gosto de filmes de suspense, desde que não sejam nojentos. Só dos de terror e daqueles de muita ação que eu não gosto. Consigo chorar vendo comédia, e morrer de rir enquanto vejo O Exorcista.
Gosto de música calma, mas não nego que danço na cadeira do computador quando toca algo agitado.
Sou uma pessoa falante, mas na maioria das vezes morro de medo de falar com alguém que não conheço. Sou tímida, MUITO tímida MESMO!, embora ninguém acredite... Morro de medo de altura, embora adore olhar o mundo de uma janela alta.
Gosto de comer doce,alguns diferentes. Mas não recuso uma batata frita, mas ai gosto dela com sorvete também.
Gosto de estar feliz, porém aprendi a apreciar uma fossa, uma deprê. Por que é quando a gente fica mal que amadurece.
Li uma frase mais ou menos assim "tenho medo de ficar feliz porque sempre que me sinto feliz, algo de muito ruim acontece". Então gosto de experimentar em doses intercaladas as duas sensações. Gosto do medo, da expectativa. Gosto de sentir.
Tenho tido overdoses, de sorrisos, de chocolates e de irresponsabilidade responsável.

Tenho feito coisas que não faria há um ano atrás, mas tenho pensado muito antes de fazer. Fiz escolhas que tinha medo, mas fiz só pra saber o que aconteceria a seguir. E na maioria das vezes não aconteceu NADA, mas e dai? Eu tentei. E aprendi a olhar para o nada e ver muita coisa...

A vida tornou-se uma aventura, as vezes. Muitas vezes eu a sinto cravar suas unhas em minhas costelas, costas e pesçoço. Enquanto algumas vezes ela parece apenas virar para o outro lado dizendo que está com dor de cabeça, e dormir. DORMIR enquanto eu quero viver.

Sou bipolar eu acho, não porque quis, mas porque devo ser. Nasci assim, sempre quis tudo, sempre gostei de tudo, sempre senti tudo junto, vivo tentando me conhecer, mas sempre que aprendo algo sobre mim, acontece algo e PIMBA, novas descobertas. Gosto disso. Gosto da surpresa, mas odeio não saber de algo. Dá pra me entender?

Sinto que não sou uma coisa só, não gosto de ser uma coisa só. EU SOU TODAS AS COISAS, tudo ao mesmo tempo, e gosto de ser assim. Gosto de todas as coisas, de todas as cores e as vezes amo as pessoas, as vezes eu simplesmente tenho medo delas... Ou as detesto.

juizo do juizo

A liberdade que o ser humano tem de conceber e expressar opiniões é chamada de juízo de valor. Todas as pessoas realizam esse tipo de julgamento o tempo todo, já que estão sempre criando opiniões sobre os mais diversos assuntos, pessoas, lugares, etc.
Muitas vezes, um mesmo contexto gera nas pessoas opiniões diversas, isso ocorre porque cada um possui o seu próprio juízo de valor, o que faz com que as pessoas vejam as mesmas coisas de formas diferentes, não importando quão parecidas essas pessoas sejam.
Como o juízo de valor é pessoal, muita gente acha que pode usá-lo para julgar e condenar o outro por ser ou pensar diferente, mas cada um é cada um e deve ser respeitado pelo que é. Expressar opiniões é válido e é um direito de todos, mas querer impor sua forma de pensar ao outro é errado e muitas vezes cruel, pois não se pode mudar a essência do ser humano. É preciso usar o juízo de valor com cautela para não “invadir o quadrado” do próximo.
Mas é por toda essa diferença que se chama juízo, pois é o julgamento que cada um faz do que é certo ou errado, bonito ou feio, bom ou ruim e etc. Isso é feito baseado nas experiências vividas e em conceitos pré-estabelecidos, entretanto isso não significa que pode ser usado como se bem entende, pois o preconceito também é um juízo de valor.
Será que julgar o outro inferior por causa da opção sexual, cor da pele, situação financeira ou por qualquer outra razão não é utilizar o juízo de valor da forma feia, da forma errada?
O complicado em falar de juízo de valor é que esse texto se torna uma espécie de “metajulgamento”, já que para escrevê-lo falando de juízo de valor, o mesmo é utilizado.

Q


Que não adianta eu reclamar da vida e não fazer nada para mudar minha situação. As coisas não caem do céu. Eu preciso agir.
- Que meus pais mentiram. E que são absurdamente incoerentes. Dizem que não se importam com os outros, mas vivem preocupados com o que as pessoas podem pensar. Reclamam de gente que julga os outros por vários motivos, mas eles mesmos julgam os que moram sob o mesmo teto.
- Que não adianta eu querer fingir que não sinto falta de alguém por quem meu coração ainda dispara, pois eu sempre vou me trair.
- Que Frapuccino de Doce de leite não é gostoso rs
- Que Café pode ser muito gostoso e útil.
- Que meu irmão pode ser meu amigo.
- Que meus melhores amigos podem me decepcionar. Que ninguém é obrigado a entender meus chiliques, pois cada um tem a sua vida e as pessoas não sabem lidar com o que não conhecem. Embora alguns nem ao menos se esforcem para entender.
- Que respeito se ganha com respeito.
- Que amor de verdade não acaba com um "Acabou"
- Que muita gente só dá valor mesmo quando perde.
- Que muita gente já me perdeu...
- Que voltar pra faculdade pode ser muito bom!
- Que ninguém aguenta comer linguiça frita por mais de uma semana. Sério, é horrível!
- Que sempre vai ter alguém que vai me magoar, trair minha confiança ou ficar com o que é importante pra mim... Mas cabe a mim descer ao nível dessa pessoa ou não. E eu sempre vou escolher não. Sempre vou escolher ficar na minha, pois maldade atrai maldade e eu não quero isso para minha vida.
- Que meus sonhos são o que fazem de mim quem eu sou. E que devo lutar por eles com todas as minhas forças, e mesmo que seja uma luta perdida, não faz sentido desistir.

Aprendi MUITO mais, muito mais. Mas não ia caber aqui!
Então, por hoje, isso é tudo!

Um Beijo. E amanhã, eu volto as aulas.

Hoje depois de ontem

Bem, não sou o tipo de garota que as pessoas procuram. Não sou alta, magra, dos olhos e cabelos claros. Na verdade sou baixinha, da cara redonda e com algumas gordurinhas. Os olhos e o cabelo? Castanhos. Escuro e claro respectivamente. Não sou popular, não sou cheia de etiqueta. Muito pelo contrário, falo pelos cotovelos e isso afasta as pessoas, falo palavrão, gírias e pra ajudar falo alto, sento de perna aberta quando estou de calças e só ando tropeçando. Não faço o esteriótipo de garota perfeita. Muito pelo contrário. Tenho essa cara de menininha boba, mas sei ser um demônio quando sou provocada. Sou emburrada, desbocada e sei ser bastante mal-educada também.

Não sou tão madura o tempo todo, nem falo difícil pra impressionar... Na verdade estou sempre andando como uma menininha, desenho borboletinhas nas bordas das páginas do meu caderno e tenho um diário, e pra ajudar, sempre falo rápido demais atropelando assuntos quando fico nervosa ou muito a vontade. Não sei trabalhar sob pressão, não sei controlar ciume, não sei disfarçar decepção, nem mau-humor, nem aborrecimento. Não sei disfarçar... Sei perdoar, mesmo quando não me pedem desculpas, sei pedir desculpas até mesmo quando estou certa... É isso. Eu posso ser um doce, mas posso ser tão terrível quanto Pimenta.

Não sou discreta, não sou moralista nem perfeitinha. Sou porra louca, sou cabeça aberta, sou uma mulher de fases. Não tenho medo de demonstrar sentimentos, vivo tudo no 100%, tanto as coisas boas quanto as ruins. Não gosto que me controlem, nem que me rotulem. Vivo baseada nos meus princípios. Valorizo o amor, as amizades verdadeiras e uma boa fossa. Acredito no amor livre, livre de amarras, de rótulos e de moralismo. Sou um poço de carência. Sou hiperativa, curiosa e adoro misturar roupas e cores. Não sei olhar só pra aparência, não diferencio pessoas por nada além de caráter. Odeio gente preconceituosa. Tenho 1 tatuagem e não me envergonho de dizer que quero muito mais, e algumas vezes eu já quis sumir do mapa. Não gosto de gente feliz demais, não confio em gente que vive em comercial de margarina.

Não sei me limitar, não sei ser diferente de mim. Sou exagerada pra tudo, até pra me descrever. Mas enfim, eu sou uma grande contradição, mas com muito sentido.
Sou tudo o que se quer, tudo o que se procura e tudo do que se tem medo. Sou uma leonina da pior espécie. Sonhadora até o último, chorona, neurótica, chantagista... Mas também sou um amor de pessoa! Dá pra entender?

Mas de uma coisa eu não tenho dúvidas e quem me conhece de verdade sabe... Quando eu gosto de alguém, eu gosto, cuido, defendo, me preocupo, faço de tudo pra dar o meu melhor, eu aceito, respeito, acolho, e dou meus melhores sorrisos! Sou desse jeito moleca, relaxada, desbocada e passiva demais, mas costumo ser sempre sincera e prestativa.

_____
É o que tem pra hoje. Como foi a semana de vocês? A minha foi corrida, mas também foi divertida. Gostei de voltar pra faculdade!
Meu domingo é que tá miadinho...miadinho!!!!

quinta-feira, 3 de março de 2011

relaxe!

Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo?

O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar... Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta. Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar?

Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

Um resumo pra tudo isso........

A ideia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más.
Friedrich Nietzsche

To imaginando como vou fazer para encarar, ver tao pouco de ti.
Na minha alma ainda restam imagens nitidas, cheiros, momentos, gotas de cor e luzes cheias de sua energia.
É possível acabar com um sentimento que teima em aflorar...
Como fogo queima o peito
e a lembrança faz dor sem nome chorar
Por mais que tento retirar
Volta, volta sempre ao mesmo lugar
Existe alguma profissão que dome
a maior das feras entre os homens?
A ferida que fere a vida...
Reabre cicatrizes já tratadas

Ah, memórias desgarradas
Não as quero doídas assim
Almejo apenas meu levantar
com perfumes de jasmim

Almejo cores novas
Vejo-as ao longe,
Desta vida, que me induz a provas
Busco a lucidez dos monges
Volto a acreditar que o sonho
Pode realidade se tornar
E levanto mais forte...
...abro-me para saber
a razao de temer,
se posso com isso aprender...
...muito mais de ti,
muito mais de nos,
muito melhor a nos.



Ainda cheia de neuras, de temores, mas hoje com forca de experimentar......
Ao meu grande amor, papi.

Reclames


Eu sinto falta de tanta coisa de ti,
Teu cheiro de lirio, teu corpo de massa firme
Tua boca e sorriso de amo
tua pele de maciez táo nitida.
Teu jeito manso de ser firme
Tua loucura previsível
Teus encantos...
de entrega,
de temores,
de amores tao perdidos,
que em mim deixaram lembrancas,
manias,descasos e inconfiancas,
Sou tao forte de estranhar,
mas nos teus bracos, sou tua,
solitaria, crua,
vazia, inteira,
nua,
de corpo,
de alma,
de sanidade,
de ganhos,
de perdas,
sem danos,
e sem pedras no peito,
declamo meus poemas em pensamento,
enquanto voce me encanta com seu cantar.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

................e coisas................


Por vezes, sem bem se saber porque sim ou porque não, encalhamos numa frase, numa palavra, numa expressão que teima em se nos atravessar no espírito sobrepondo-se a tudo, a propósito ou a despropósito, como se fora para nós, razão de vida ou de morte.
Se pararmos para pensar, quase não se acha sentido na obstinação, mas a verdade é que acontece.
E, quase sempre nos sai uma exclamação entediada: - olha que coisa!
E, sendo esta expressão usada a torto e a direito com tantos e tão diversos significados, nela nem reparamos, nem sequer, quando a estamos a utilizar.
Quando o empregado gracejou dizendo: qualquer coisa, não tenho! -

Recordei um bar, em Óbidos, onde, mediante o mesmo pedido, foi servida uma bebida licorosa, engarrafada, com o rótulo de: “Qualquer Coisa” .
Perante a reacção divertida do freguês que comentou a rir: - olha que coisa!
ocorreu-me inventariar um pouco a versatilidade de uso da palavra coisa.
Coisa – substantivo feminino que, segundo o dicionário, quer dizer: - Em sentido geral - tudo o que existe ou pode existir. Ente, objecto.
E, assim sendo, aqui estamos nós frente a algo, que, sendo nada, em exclusivo, - tudo, pode significar.
Sei muita coisa! – (misteriosa e provocatória a expressão! Ameaçadora, até!
Que coisa! – (tanto pode ser espanto, como surpresa ou, aborrecimento)
Olha a grande coisa! – (aqui já há desdém! Desprezo, pouca importância) Coisa engraçada! – (está bem explícito o agrado!)
Coisa sem graça! – (aqui, é evidente o desagrado, a crítica)
Coisa de ignorantes! – (vigora o mesmo sentimento mas com um tom mais injurioso)
Coisa de quem sabe! - Coisa de admirar! – (aplauso, admiração)
Coisa de espanto! Coisa triste! Coisa alegre! (Assim se faz a variante de comentários de emoções)
Coisa de arrepiar! – Coisas do arco-da-velha! (o medo e a estranheza ficam patentes)
Coisa de crianças! Coisa de pobres! Coisa de ricos! – (desde a futilidade, ao desdém, tudo cabe)
Coisas para rir! Coisas para chorar! (a abrangência de motivos fica expressa)
Coisas do mar – coisas da terra! (referência a origens, marinhas ou terrenas)
Coisas do diabo – coisas de Deus! (aqui já evoca o sobrenatural)
Coisas de arromba! – Coisas de eleição! – (o enfoque vai para a grandeza, a repercussão a distinção)
Coisa de mestre! (a qualidade, a perfeição)
Aqui há coisa! - Coisa ruim! – (o desagrado, a suspeição são evidentes)
A coisa correu bem – ou correu mal! (a evidência)
Alguma coisa há! – Aqui tem coisa! (Tem alguma coisa escondida, a
Desconfiança)
Coisa de preço! – Coisa cara!
Coisa de vulto! – Coisa feia! – Coisa mal feita! – Coisa bem feita!
Coisas e loisas! – Coisas pretas! - Coisas desprezíveis!
Coisas importantes, coisa nenhuma!
Coisa em primeira-mão! – Em segunda mão! (são as formas correntes de fazer avaliação, de formular juízos!)
Não dizer coisa com coisa! Equivale a não dizer a bota com a perdigota!
E, aqui estão juntinhas muitas coisas, sobre coisas, que pouca coisa ou nada dizem, mas que, por vezes, na hora certa, na oportunidade adequada se podem tornar coisa boa ou coisa má consoante quem o diz ou quem o ouve.
É que, temos que confessar: - há cada coisa!

Coisamente

Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, premência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-lo por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer, principalmente.)
E nisto me comprazo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar,
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo de outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mar artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de humano.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.

Falta de caminho.....um conto quase perdido




Eu disse que era sensível e você não me ouviu. Eu disse que você deveria investir naquele curso e você não me ouviu. Eu disse que faltavam verduras no seu prato e você não me ouviu. Eu disse para me avisar caso não fosse comigo e você não me ouviu. Eu disse que gostava quando usava aquela camisa listrada e você não me ouviu. Eu disse que só iria por você e você não me ouviu. Eu disse que nao morria de ciúmes e você não me ouviu. Eu disse para nunca desistir e você não me ouviu. Eu disse que sempre ia esperar e você não me ouviu. Eu disse que eu queria te dizer algumas coisas e você não me ouviu. Eu pretendia dizer que te amava, mas não disse porque você também não ouviria. Eu cansei de dizer e gritei, para você ir embora. Faz alguns dias. O silêncio tenta me avisar a possibilidade de, talvez, você ter mudado, e dessa vez ter me ouvido. Pela primeira vez, eu peço, imploro e confio, na esperança de que você, mais uma vez, não tenha me ouvido. Eu ainda não sei como entrar nesse seu mundo, mas eu adoraria te ouvir me ensinar o caminho, se você disser, se você ouvir, se você vier, se você sentir, se você, se eu, se alguém, se nós, se...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tudo o que eu nao queria ouvir

Eram petalas de rosa, eram lirios de campo, eram costas de mar.
Agora somente agora percebi o quanto os caminhos que me levam as flores...
o mar...
me trazem novamente o abismo de cores que eu no reconheço, de flores que nao sei distinguir os perfumes, os aromas.
Algo desconhecido e tao intimo em mim, coisas que guardei, coisas que eu sou.
esquece né, mas uma neura de uma ex depressiva tentando desabafar da maneira mais banal.
Isso nao devia me doer, nao devia soar qualquer som
mas e assim, foda pra caralho, me faz perder confiança,sentimento, importancia.
Uma vez pensei em fugir e a pouco muito pouco tempo, pensei que podia fugir de Deus, ele tava lá me mostrando mais uma vez que reserva tanta coisa desde o inicio pra mim,
desde o inicio de meus choros, de minhas lagrimas ja transformava raiva em amor.
amor em desprezo, carinho em coisas negativas....é eu sou foda, sou escrota, sou amor em dor.
Dor em letras, carinho em musicas, sons, melodias, notas.
Retratos de flores que se perdem tao rapidamente por problemas que sao meus, pelo meu prezar e egoismo tão certinho de que preciso ser egocêntrica agora e tudo que to sentindo transformar em coisas boas, coisas como um doce de banana ou de uva, ou pudim.....
sinto um frio num calor diabo de Belem, sinto pimenta no chocolate, pedras no campo,
ácido na cachoeira...
Flores do campo, pra que me perfumas tanto?
eu nao quero teus odores, teus sabores, quero teu desprezo..
oh mar, traz de volta meu grande amor, mesmo que como tesouro num baú......
ele ainda faz sentindo.
As cores de alma nao existem, as essencias nunca foram sentidas...
eu decreto
quero acreditar em doendes..
quero acreditar em sereias
e revelar essa merda toda que todo mundo finge que não existe.
Finge que nao sente, nao da valor e desculpa pela merda...mas e assim que os tratam.
Mas eles sao tao mais que nós mortais, nós ridculos, que se fazem de sensatos, mas que de sensatos nao temos nada exatemente.
Quero peixes nadando, flores brotando, cores
quero rios
quero mares
quero meu pai,
quero sentir um ser humano nem tao perfeito,mas sensivel ao extremo,
alguem que poderia pisar, passar, surgir e desaparecer e pra mim ficaria ali feito uma grande e linda fotografia que nós não temos.
Quando se nasce ao pé do mar
fica-se prisioneira dele
ele faz parte de nós
nós temos o mar em nós
o seu cheiro nas nossas narinas
o seu barulho nos nossos ouvidos
se um dia temos que sair
de perto dele
e vamos para perto das montanhas
perto da terra
os cheiros são outros
os barulhos são outros
eu gosto mais dos barulhos do mar
o mar é a minha vida
corre nas minhas veias
o pó da terra me suja
me sufoca,
o mar me refresca, me limpa
agora que estou longe do mar
só o posso descrever
ou nele pensar.
No vazio existe tudo
tudo o que eu preciso para meditar
tudo o que eu preciso para tentar escutar
escuto o barulho dos pássaros
que me irritam constantemente
embora eu me sinta bem
olhando-os atentamente
eu invejo aquela satisfação
no vazio procuro o gato
que pouco a pouco se aproxima
no vazio, eu me recordo
dos meus tempos de menina
o vazio me mete medo
porque me traz lembranças
de coisas que eu quero esquecer
e não falar a ninguém,
ninguém precisa de saber,
o que o meu coração contem
se houvessem masmorras
no alto de um castelo,
eu iria para lá e despejaria tudo,
enquanto o meu corpo ardia,
tudo que faz fervilhar,
meu sangue minha agonia,
queria sentir um vazio
para poder preencher novamente
de coisas boas
mas como não encontro tal lugar
não está para mim guardado
é no vazio, que eu guardo
eu, meu triste e sórdido passado.
Deixo-me cair constantementeSe um passo mal dado
me leva a escorregar
preciso da tua mão
para me poder segurar
À dias que me sinto aflita
E não reages,
não entendes a minha dor
não estendes a tua mão,
e eu caio sem ter de cair,
porque na hora certa
tu estavas lá, bastava só teres
estendido a tua mão. Mas não!
Me viste no chão, aliás é difícil para ti
me veres cair, eu sou transparente
para ti já sou indiferente
são tantas as escorregadelas
que já não dás por elas
mas eu saio machucada,
ferida e mal tratada
não com dores físicas
que se podem ver ou sentir
dores invisíveis
que só quem sofre é que sente
o que é esse doer
é um doer de querer dormir
dormir e deixar-me
partir para sempre
e não mais querer estar presente.
Liberdade na solidão as palavras saem voando,
como pombas brancas
como cisnes num lago
como patos bravos sem se deixarem agarrar
minhas palavras são assim,
livres descontraídas,
como crianças destemidas
sem medo de nada
mesmo tendo o perigo por perto
eu escrevo o que acho errado
e condeno o que parece certo
as palavras saem voando
soltas, saltitando, ferindo e calçando
as mentes doentias
que não entendem poesia
as palavras às vezes curam
outras murmuram
ferem, condenam
minhas palavras são loucas
ninguém consegue entender
só eu sei o que quero escrever
as minhas palavras têm vida.
Se encaixam, são como peças
ou cartas de um baralho
são transparentes cruéis e visíveis
que só na mente de um louco
se tornam plausíveis.
Grito aflito
Ardem-me as entranhas
gritam meus cabelos
onde eu vim parar
não consigo reconhece-los
tudo se agita aflito
sem rumo certo na vida
mas que vida,
aqui não existe vida.
Só tristeza
sofrimentos, mortos, vivos
sem poderem daqui sair
agitando-se o sofrimento
aperto contra ao peito
um velho pano e tudo passa
ao meu lado e nem percebe
meu lamento
estou morrendo por dentro.
Eu me vi naquele rosto
Não consigo apagar aquela imagem
da minha mente
que pena eu não ter tido a oportunidade
de poder comunicar-me com ele
e acho que nos entenderíamos
achei-o tão parecido comigo, carente
triste e só como eu
naquelas lágrimas, eu vi as minhas lágrimas,
naquele desespero, eu vi meu desespero,
eu sei, que eu o ia entender
talvez nunca mais, eu o encontrar
é difícil, mas iria sentir grande alegria.
Não mais vou esquecer aquelas palavras
só não chora quem não ama e é verdade.
Ai, se o encontrar vou ter coragem
de falar da minha melancolia.
Aquela expressão de tristeza me pode dizer tudo,
tudo aquilo que eu queria
o tempo foi curto, não deu para nada
apenas para ver naquele rosto
aquela tristeza estampada
que ninguém conseguia apagar,
eu consegui entender
só eu no meio de tanta gente
eu vi e entendi
e até hoje não esqueci.
Chorei por aqueles que amei
As vezes o que escrevo
parece sempre a mesma coisa
a mesma história,
mas depois pensando bem! Não
Á sempre algo de diferente
ás vezes falo de mim
outras de outras gentes
de amigos conhecidos
alguns que eu invento
pessoas que amo
outras que amei
outros que perdi
outros que chorei
e muitos que nem sei por onde andam,
mas foram marcos na minha vida
que não esqueci, nem esqueço
já me senti muito feliz
cheguei a amar até à loucura
e tanta paixão não deu em nada
só frustração, um vazio, um silêncio
tudo passou a correr
e não parou nem sequer
para eu pensar um pouco
um exame detalhado
do que foi a minha vida
cheguei à conclusão
que não vale a pena
tudo passa, eu sofri e não tenho nada.
Meu fado
Esta doença malfadada
que veio sem ser esperada
e destruiu a minha vida
me afastou de tudo e todos
me olhavam como lobos
ansiosos pela aproximação
da ovelha tresmalhada
que devia ser devorada
pois não tinha solução
não há lugar neste mundo
tudo era tão escuro
mal entendido por mim
me agrediam com palavras
como se fossem facadas
agachadas as espalhava
pedindo que tudo de pressa passasse
para que o tempo muda-se
e a minha condição
a aflição era aterrorizante
ninguém sofreu o qual errante
fingindo constantemente
da minha própria mente,
como lobo esfomeado
que queria ver devorado
e eu já sem forças
aprisionando-me até que me
devoram constantemente meus
pensamentos e eu não os possa
controlar jamais porque
lobos são demais.
A vida anda cheia de poesia
a poesia que me arrepia,
aliviando os momentos sórdidos
da minha triste melancolia.
Ó poesia como me acalentas
a minha mente doente
não sou forte suficiente
por isso preciso de ti poesia
para me dares alegria
que vida esta
sou pecadora, até predadora
de mim eu sou. Nasci malfadada
tenho tudo, não tenho nada
só tenho a poesia que me
extasia nos momentos de delírio
em que sonho e fantasio
no meu mundo encantado
em que tudo é dourado
sou a princesa, das fábulas, meu príncipe
ainda não apareceu
será que ainda vem, nos poemas
ele sempre aparece, vou esperar!
Como me chamam louca,
nos poemas vou acreditar.
que têm prazer em machucar
há seres tão pequeninos
que querem parecer grandes
então inventam o jogo de sacrificar
assim eles se realizam,
sorriam entre dentes,
não se penalizam para parecerem elegantes
a malvadez é tanta que vira conforto para eles,
fazem teatro com a desgraça alheia
é tudo inocente e simples, brincadeira
pensam assim, mas são seres desqualificados
nunca foram dotados, do que quer ter fome
e para se distinguirem,
destroem tudo que lhes passa pela frente
gente inocente que sofreu nas mãos desses diabos
que vivem para infernizar quem está contente,
fazem-nos perder a esperança a compostura
perante tanta arrogância
um dia eles vão acabar
não têm o direito de todos maltratar
por isso vou deixar de respirar
porque assim a vida não pode continuar.

E volta?

Passageiros com destino a Lisboa,
Passageiros com destino a Berlim,
espero que façam boa viagem,
mas permaneçam com saudade de mim.
Pois quando partem para longe,
partem também meu coração,
e apesar de parecer sereno,
apenas finjo que não,
que não sinto falta das brigas e risadas,
que não sinto falta da mulher amada,
que não sou de carne, mas sim de pedra,
que não sinto falta de brincar de pega,
com meus filhos, teimosas crianças,
que se foram faz tempo deixando apenas lembranças,
sinto muito sua falta em todos os momentos,
mas não quero demonstrar meus sentimentos,
lembro ainda da última vez em que me viste,
não gostaria de deixá-la ainda mais triste,
sinto muita falta, de verdade,
não aguento mais essa saudade.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Escolhas.

Como já dizia Érica, são a constante de nossa vida. Mas não é porque elas têm que ser feitas que são fáceis, muito menos simples. Essas escolhas passam entre aparentemente bobas, mas que são capazes de mudar o dia, como: a cor da roupa, a cor da unha, se dormimos de cabelo molhado, de perfume, de roupa, se damos bom dia, se ouvimos música, entre tantas outras pequenas escolhas diárias que são tão decisivas que passam desapercebidas na correria insana do nosso dia a dia. Outras escolhas são um pouco mais complicadas; se devemos ou não contar aquele segredo, se devemos ser justos ou éticos, se devemos seguir o que pensamos, fazer o que queremos, ou fazer o que é certo. E existem aquelas escolhas que parecem ser decisivas em nossas vidas, escolhas que nos forçam a ficar de um lado ou de outro, escolhas que além de tudo vão demonstrar qual o nosso caráter, qual a direção que queremos que nossa vida siga. Mas como decidir quando temos a sensação de que não há escolha? O que fazer quando nos sentimos atados pelas circunstâncias, sejam essas ou aquelas outras, ou todas elas? Não é fácil ser gente grande... e ser gente grande implica necessariamente em fazer esse tipo de escolha, com uma freqüência consideravelmente maior do que quando somos pequenos, ou estamos crescendo, adolescendo. Chega uma hora que basta e temos que resolver se queremos, se podemos, se é justo e se estamos preparados para a guerra. Guerra essa da nossa comodidade contra a certeza de uma vida mais digna e séria (séria de seriedade) e consequentemente mais feliz. Se não puder ser mais feliz, menos estressada ao menos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

e verdade...como os velhos ditados, eis uma coisa certa.....

A dor da alma não se compartilha. E não passa. É atemporal.
Não diminui com a idade. Vem como a mão do demônio passando pelo
peito e espremendo tudo lá dentro. Ela te vence. E sempre, sempre se supera.
Você acha que se conhece. Acha que nunca mais.
Mas ela te conhece mais ainda.
Você fica velho. Ela fica sofisticada.
Essa maldita dor da alma nunca vai me dar paz.
Essa maldita dor da alma sempre quer me vencer.
É como uma máquina de tatuagem persistente
e sanguinária que a gente tenta ignorar mas sabe que está alí. Te rasgando.
Descaralhando sua vida. Insistindo em te mostrar que você não é forte.
Mas da mesma maneira que a dor da tatuagem te deixa uma marca bonita
a dor da alma te faz saber que você tem alma.
E isso já me faz erguer discretamente um pequeno sorriso no canto do lábio.
Porque enquanto essa dor desgraçada me acompanhar pelo menos sei que estou vivo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Postagem direcionada ao grande mestre

O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.
Albert Einstein

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Para dentro

É possível que alguém não me veja ai dentro.

Ainda ando me escondendo atrás das neblinas,

Elas são geladas e úmidas como meus olhos.

Eu sei o quanto é difícil, eu tento me desvencilhar das coisas dentro de mim,

É perigoso, muito perigoso, pode matar.

Me escute, a vida está novamente me chamando para aquele lugar,

Aonde estamos sempre de mãos atadas e com um coração cheio de remorso.

As nuvens estão cada vez mais baixas, e estou quase ficando muda.

Os seus ouvidos vão tapar quando eu quiser falar, tudo aqui é ao contrário.

Dê a volta, fique ai dentro.

Por mais que você tente não se iludir, algo está tentando te puxar para isso.

Não podemos deixar de nos confrontarmos com este tempo

Ele anda de cavalo e ele carrega nossas asas para onde ela quer.

Este breu todo vem da nossa respiração, inspire e sentirá o cheiro do meu medo.

Pessoas como eu, confundem a insanidade com os passos da perdição.

Não se machuque novamente, o nosso tempo anda tão escasso.

Não deixe de ficar dentro, ai aonde você conhece as paredes verdes,

Aonde os campos não existem, e as árvores são sombrias e emotivas.

Ligue a luz se preferir, você pode sentir que estamos ficando longe daqui?

Volta, não fique ai por muito tempo, seus lábios estão roxos e sua expressão me causa terror.

Pode andar e me dar as costas se preferir, vai cair sempre no mesmo lugar,

Eu já disse, ai o perigo é nosso pior guia, e nós vamos enlouquecer com o brilho do sol.

Eu vou te acolher, pode ficar comigo até que a lua se esconda de nossos olhos.

É confuso e quando mais cavamos, mais estamos expostos a isso tudo com intensidade.

Vou desmontar aquele castelo de areia, você vai ver, lá também existe algo oco.
Lá também você me encontra.

Pessoas como nós, vivem uma leveza estranhamente rompida por um segundo de melancolia.

O tempo está contra tudo, menos contra nossa vontade interior.

Se aqueça, em meus braços você pode ficar sem medo,

Eu vou pressentir quando você puder sair sem receio da loucura,

Ela nos toma, nos governa, mas é como um antigo membro da família, aquele que você tenta esquecer, mas que carrega a sua origem.

Não chora deste jeito, eu não posso suportar o peso das suas lágrimas....você pensa e não diz nada.............não aguenta mais as letras de mim.

O que eu posso fazer é deixar que elas caiam rapidamente de onde vieram.

Veja, as estrelas tem um brilho diferente agora,

Um brilho que um dia apagou da minha mente e preferiu a escuridão.

Isso que te conforta, parece real, mas é um personagem em um baile de máscaras.Algo nascendo.

Levanta, caminha comigo, estamos aonde realmente não queríamos estar.

No meio do tempo perdido, aonde nossas ilusões são premonições,

Aonde tudo existe e desaparece em seguida, onde tudo pode ser guardar dentro de cada um de nós, em singular.

Aonde podemos encher rios de lágrimas sem nos lamentarmos pelo que estamos fazendo...
aonde podemos viver apenas, conhecendo poucos contos de nós dois.

E eu te sinto tão mistério, e o fato de tudo, é que por ser contrário, isso me
contagia.

Efeito da falsa ordem

Mais um dia...

E hoje eu prestei atenção nas coisas que moram dentro de mim.

Eu vi algumas delas fora do lugar e não consegui colocá-las para fora.

Percebi um sombra que me persegue, um rastro , como uma névoa.

Estou queimando meus últimos dias de glória, porque eu sei que,

Se eu sorrir eu vou me tornar um pouco mais cínica e o que eu pressinto é algo menor.

Aonde eu puder colocar meus sentimentos eu vou me alojar de corpo e alma.

Dúvidas e o sol desaparece diante de meus olhos, abortando a minha esperança.

Eu tenho uma nova saída, e esta é daquelas que não se pode voltar quando se quer.

Eu sai de dentro de um estágio pragmático e agora estou tentando treinar minha liberdade.

Sentindo o cheiro da manhã como se fosse o meu último dia de solidão.

Mas alguma coisa não está certa!

As coisas estão fora de mim eu sinto, elas vem se aproximando lentamente.

E não tenho para onde correr, me sinto um verme, encapsulada em um corpo,

Sentindo o aroma do veneno todas as noites.

Eu tenho que afundar, para mais longe aonde as conseqüências me deixem em paz.

As luzes estão se apagando e eu aqui sentada nesta cadeira,

Tentando imortalizar um momento pelo qual não posso deixar de sobreviver reescrevendo meus danos....

Linguagem ancestral

Estado de vigília, a transformação do inconsciente.

É a abertura, as exteriorizações se comunicando por vias perigosas.

Respondem sem perguntas, perguntas especificas desconsideram toda minha experiência.

Está em tudo que vejo, a essência do que não percebo, reação humana.

Individualizada na própria carne física abatida pelo sofrimento sensorial.

Vibra o ar, a imaginação ativa, objetos lançados pelas entidades internas.

Movimentos, reflexões sobre o estar em outros lugares.

Meu processo, outros fenômenos, percepção desajustada.

Não existe significado para tudo, é uma névoa, uma lua que se esconde dentro da luminosidade.

Sonho, ensina-me, dê orientação a as estas feridas que não secam.

Feridas que não falam, ensurdecidas pela minha fúria constante.

Esta intuição introvertida me irrita.

Me arranca as solas dos pés e me enrijece.

Eu quero debruçar a beira do abismo e poder contemplar as minhas simbólicas plenitudes.

Não penso porque não me alimento de segurança quanto a minha vida.

A minha vida, é uma roda... Moiras...

É o devir antes do agir, furiosamente desgastada pelo cansaço matinal.

Talvez eu chegue um pouco antes...

Antes de ser eu, de quem fui, de quem virei a –ser .

Antes que a morte rompa os vínculos afetivos ancestrais, estarei longe.

Perto de um infinito, um lugar grande... espírito.

Ninguém tem culpa, esta foi minha última descoberta.

Talvez, tarde demais, eram oito da noite e eu estava desorientada...

Arvore surda

Era uma voz noturna,

Sussurrando em meus ouvidos uma tempestade de palavras.

Delicadas sementes saiam de meus olhos.

Eu chorava, lançava em meu rosto pétalas negras.

Um sofrimento infeliz, que me deixava perto da felicidade.

Se eu não tive um só momento de solidão neste dia,

Ali eu estava na companhia de uma árvore surda e muda.

Como nunca acredite, aqueles acordes iam se formando,

Conforme o vento assoprava a melodia da melancolia.

Dia que não irradia, noite que me sacia.

Pele macia, assim era a gentil forma da minha outra camada.

A camada externa, sanguinolenta, violada pelos sentidos ocultos do universo.

Pelos cantos, florescem videiras cheias de raiva,

As esperanças de um tecido que se forma através dos passos longos da liberdade.

Era tudo, em nada que eu podia não narrar, mas eu tentava.

Então ensurdeci, enlouqueci com meus próprios gemidos.

Estava eu desejando demais a liberdade?

Não, eu estava apenas em um dia cinza

Sobre o dia em que te perdi....


Tudo acontece quando você não vem
e num suspiro leva de mim o que há de bonito,
guardando o meu mundo no teu silêncio.

Então te espero pra ver se você volta.
Pra ver os teus passos ao lado dos meus,
pra ver se o coração não suporta
esse tempo de se ver depois.
Numa chance, num olhar, em algum gesto.
Te espero ainda que o caminho não seja cruzado.
Ainda que nada seja tão raro quanto o teu último sorriso,
te espero com a memória - onde vivem os convivios eternos.
Por que qualquer demora no teu abraço vale a pena
mesmo que você não venha numa surpresa,
mesmo que eu te espere numa incerteza
de que a tua alegria ainda sonha com a minha.
O que nos falta é um mar de possibilidade,
mas este dia foi diferente,
eu não me tranquei em torturas,
eu renasci em conversas,
em ternuras,
e tudo o que era frustrado,
aconteceu tão desaguado,
tão brando,
tão silencioso.
E cada dia que teu braco aumenta minha forca,
minha aurea se expande no universo do mar que te guarda.
As distancias são menores, consegui te sentir...
através de frutos que também são teus,
e de almas guardadas que te guardam.
De mansinho me calo, me guardo nos abracos de um anjo,
que me cuida, que me tem, que eu quero,
Ainda que nao seja reciproco,
confio na sutilez do que eu sinto sobre ele.
E tudo abencoado por ti, me da mais certeza
A certeza de meus caminhos, de minhas escolhas,
Hoje por nós,tudo tão diferente.

E assim eu acordo...

Logo eu que nasci pra ser lida,
pra caber numa história possível
já acordo invertida sem mover
os versos dos olhos, sem acordar
as linhas e trocar os pontos.

É que perdi a novidade, a surpresa
das horas e o convite da vida.
Estou sob a calmaria das tentativas
que não desenrolam as dúvidas.
Tão rasa e certa, decifrável e miúda.

Se não pertenço, não aconteço.
Estou palpável e sob medida,
despenteando todas as expectativas.
E no fundo só o que eu sei vibra:
sou só mais uma falta que aprende a esperar...

que o raro encontre o meu rosto,
que o teu calor comova o meu corpo.
Que eu não precise tanto de um novo.
De um começo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Fonix

Hoje é um daqueles dias que se cair o piano em cima ninguém vai dar por nada
Estou irritada, saturada, desanimada e mais qualquer coisa terminado em -ada
Porque tudo sabe a nada,
É mesmo isso,
Sinto-me à margem,
Com uma vontade enorme de desaparecer,
Mandar tudo e todos à fava.

Sinto uma furia e frustação enorme
Que me atormenta
Que me desalenta.


Mas porquê?
Por quanto tempo mais?

17-01


Meu coracao queimado de emocao tenta dormir em mais um ano que se passa da tua ausencia. Apesar de tao perto,sinto ao acordar que nao posso mais te sentir. Sonhei que voce esteve ao meu lado e que da mesma
maneira doce e branda me chamava para ver mais uma novidade do teu lugar amado.Beijava-me o rosto e despertava meu anjo e falava da tal particularidade do momento, senti tao forte teu amor,com bastante ansiedade despertei a tua procura e ainda que hoje nao me sinta mais tao vazia, derramei as velhas lagrimas pela tua falta.Arrependi de ter acordado, pela ausencia daquele calor que mantinha meu sono.Queria poder nao ter ansia e ter aproveitado mais desta tua energia boa que senti, gostaria de superar tudo o que nos distancia ...Por enquanto meu grande pai, olho sozinha pea janela teus amores indo e vindo e percebo o quanto amastes nos suas filhas, para viver na insuportavel solidao de viver no mar, no rio, ao invez de estar ao nosso lado, mas como eu poderia ser tao egoista em querer-te so pra mim, o teu amor tambem era tua forma de nos educar, e hoje e nele que te encontro.
A calmaria deste rio me trouxe tua presenca novamente, e tentei dormir, sabendo que tudo aquilo que tu ainda amas, veste o teu luto.
Queria eu poder esquecer esse dia e lembrar apenas de outros tao melhores que ja tivemos. Eu te amo meu pai, e sei que estas em algum lugar que corresponde exatamente a um jardim tao bonito quanto o que plantastes em nossas vidas.


Adriene.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Pra vc meu anjo



.........................
.........................
Com simpatia te aproximas
Com simplicidade me conquistas
Com alegria te vejo
Com curiosidade te estudo
Com expectativa contigo falo
Com interesse te ouço
Com sensibilidade te toco (com ou sem palavras)
Com entusiasmo me deixas
Com pensamentos teus sonho
Com gestos teus me hipnotizo
Com vontade de te conhecer melhor fico
Com pena embora te vais
Com tristeza te vejo partir
Com desejo por te ver novamente espero
Com um sorriso nos lábios de ti me lembro
Confusa me deixas...
Com minhas vontades eu fico.
Com tuas icognitas me fecho
Com teus olhares me deito.
Com teu corpo queria o meu poder estar.
Com certeza te deixo ir..ou deixo ficar
Com muito a te dar, me fecho.
Com pouco que te percebo,te sinto.
Com tudo que e meu, recinto
Com teus pensamentos adormeco.
Com tudo o que e teu,te deixo
Com tudo que somos,permaneco...
em algum lugar,
Com algum sentindo, assim,
quase indo,
quase ficando,
te sentindo,
te tendo,
te querendo....

Intensidades ocultas

Quando uma abundância de idéias passam pela cabeça, você só tem de se concentrar e pegar uma caneta.
Faça uma folha de papel e anote tudo que você puder.
Você vai descobrir que há um monte de outras idéias por trás do que você pensava antes.
Por trás do ódio, você vai encontrar o amor.
Por trás da sombra, você encontrará a luz.
Atrás de madrugada, você vai encontrar lugar.
Atrás de doença, poderá encontrar a saúde.
Atrás de tristeza, você vai encontrar a felicidade.
Em vez de tédio, você vai se divertir.

Em inglês, acho que é isso:


When a plenty of ideas cross your mind, you just have to focus and get a pen.
Get a sheet of paper and write down everything you can.
You'll find out that there's a lot of other ideas behind the ones you thought before.
Behind hate, you'll find love.
Behind shadow, you'll find light.
Behind dawn, you'll find rise.
Behind disease, you'll find health.
Behind sadness, you'll find happiness.
Instead of boredom, you'll have fun.

Antônimo

Um pássaro preso a uma gaiola em uma fazenda
é como uma sacola plástica em um riacho,
é como utilizar vocabulário culto com um camponês,
é como fumar Marlboro em uma floresta,
é como jogar casca de banana em lixo comum,
é como podar as árvores sob a fiação elétrica,
é como assistir TV em um dia ensolarado,
é como ter infância em 2020,
é como chiclete com sabor de frutas naturais,
é como pesquisar no google o som de uma cachoeira,
é como queimar as folhas secas por sujarem o jardim,
é como a cabeça de um alce enfeitando a sala,
é como falar com quem se ama por telefone,
é como usar protetor solar pra tomar sol,
é como dar uma arma de presente,
é como uma guitarra no lugar de uma viola,
é como ser egoísta sem ser ser humano,
é como roupa de papai Noel no verão,
é como Coca-cola ao invés de água,
é como gostar mais de dinheiro do que da família,
é como sentir solidão com bilhões de pessoas no mundo,
é como ter depressão tendo tudo que sempre quisemos,
é como um pneumologista fumante,
é como o planeta Água se chamar Terra.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

2011



Para mim, e para todos, desejo:

1º Saúde, essencial a todos os que povoam este mundo.
2º Amor, muito amor, em todas as suas variantes e extensível a todos os seres.
3º Compreensão, só assim seremos mais humanos.
4º Dinheiro porque, lamentavelmente, não podemos dispensá-lo.
5º Paz no mundo. Só então mereceremos ser considerados racionais.
6º Sorrisos a iluminar o rosto de cada ser humano.
7º Verdade para que sejamos verdadeiramente livres.
8º Tempo para cumprir o que me propus e corrigir os meus erros.
9º Que em cada ser brote a pré- disposição para a verdade, para a humildade,
para a razão e honestidade. Que possamos dialogar sempre e nos entender sempre mais.
A razão para tudo está no simples desejo de pensar como coletivo, ser egocêntrico somente nos momentos de cura, de tratar-se de alguma dor e ainda assim esta solidão não deixa de ser coletiva, já que quem nos ama também nos quer bem,
se você estiver feliz, não me importa quanto tempo precisastes estar distante de mim, o meu querer-te como amigo,irmão, amor ou apenas como ser ainda está aqui e isso é para todos como foi para mim. Agradeço por todos que se somaram na minha vida e a todos aqueles que compreenderam meus sumiços, minhas distâncias,minhas fraquezas ...a todos que se fizeram presentes em essência e aqueles que permaneceram na minha vida. Carrego todos com o coração apertado em cada mudança que minha vida tiver daqui por diante. 2010 foi pra mim um ano de construções e os frutos serão bem colhidos em 2011...com muita pré- disposição de estar muito muito feliz, mesmo que sozinha , distante ou tão pertinho e acompanhada. O que importa é que hoje não vivo de passado, eu quero mais é o presente, e o futuro é só deixar fluir!!!!!!!!
Que 2011 seja iluminado para todos nós!!!!
E eu como católica, digo e repito .... e acreditem: E é só com ele, o meu nada que acorda diferente todo dia, é tudo.
Que teu Deus esteja sempre contigo!!! E que o meu me acompanhe sempre!!


" Endurecer sem perder a ternura "
Adri.

PLUMA JAPONESA - inflorescência magenta




Rasgaste o instante com a tenuidade do vento e acendeste-me a vida
com alvoradas de espanto.
e ocasos de luz foste mariposa breve,na papoila púrpura que trazia na mão
Com o silêncio exemplar, dos momentos ímpares,coraste de resplendor a paisagem sombria de meu ser imperfeito.
E o tempo prometido não chega, detém-se frígido e dolente em valados de lembranças,
desfalecido de ímpetos tempo hirto e insofrido que encobre desleal meus sonhos incumpridos.
È nosso o instante em que nos rendemos, a mil carícias abrasadas,
suadas de melífluo querer a estremecer na língua alvoroçada de paixão.
È nossa a hora em que tua alma se tatua na minha pele impaciente de ti,
e incendeio teu ser no meu leito de camélias e perfumes de marfim.
é nosso o tempo em que hasteamos a voz e somos universo ímpar quando banhados de ambrósia nossos corpos convulsos,se reconciliam em nós.
È tua a fragrância que seduz o sonho colorido de açucenas, no bouquet de memórias
que agasalho em mim.
Es sempre tu.Que aflora agora os lábios exaltados por anseios admiráveis,
dessa íris que era eu,que admira o fluir dos lirios tão teus.
Fascínio,sinceridade,confiança,acolhimento,e o nascer das folhas o ano todo,
assim os fetos revivem a cada dia,entre os intervalos de nossos pés.



" Endurecer sem perder a ternura "

Adri. 28/12/2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Minha composição

O que vi foi fogo e rosas.

Entreameados de preto e suor.

Vi foi um balançar de almas, um balé de desejos, uma dança de vestígios.

E os olhos passavam voando...

Ou demoravam-se,

Ou exploravam- se

Ou se perdiam,

um pouco mais.

Aqui ou lá? Que importa?

Olhos são sempre olhos.

Quis ter tinta de desenhar no que inexiste,

ter mãos para alcançar o que atraía e assustava.

Foi algo entre sublime e etéreo,

mas de uma humanidade que doeu

.Foi prosa.

Foi rosa.

Foi cor.

A flor absolve o martelo?

Ou o martelo absorve a cor?

Ou a cor muda as dores?

Foi algo entre sublime e etéreo,

mas de uma humanidade que doeu

Ou demoravam-se,

Ou exploravam- se

Ou se perdiam,

um pouco mais.